quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Self Reverso




 História sem nome. 


 ” Perdido na mentira mais uma vez as paixões ainda permanecem, brilham através da vida 

Só para acabar na miséria...                                                                                 

                                                         ... e em lágrimas."

                                                                                                          (Autor desconhecido)




Prólogo


Não se sabe ao certo, mas em algum ponto da grande escuridão houve luz, essa luz deu vida a um mundo com infinitas possibilidades, mas por que isso ocorreu? Qual seria a grande aposta dessa jogada? Seria realmente uma simples obra do acaso?

O mundo girou e cresceu e nós crescemos com ele, porém em algum ponto da caminhada nos esquecemos do básico para a sobrevivência.

Essa é uma fantasia dentro da realidade, observe com atenção, mas não se desespere! Os nomes das pessoas envolvidas foram alterados para que permaneçam seguras, mas todo o restante foi mantido em verdade por respeito aos envolvidos. 

Olhe, pense, reflita e siga adiante, uma fantasia não é tão diferente de uma ilusão. Mas não se esqueça, do que realmente é real, do que realmente importa!





                                

Cap1: Início


O despertador começa a tocar, Hixffer se levanta da cama, mas sem desliga-lo, ele gostava especialmente daquela música. Mais um dia começava, mais um entre tantos outros iguais, ou não. 

Hixffer Crost era estudante de literatura em uma universidade renomada, havia escolhido esse caminho com base na sua forte queda para o romantismo. Em todas as manhãs ele tomava café em uma lanchonete ao lado do prédio de seu curso, no início ele sempre esteve rodeado de vários colegas, mas agora restam tão poucos que dificilmente ele estava acompanhado, mas naquela manhã, Janort deu o ar de sua graça na cafeteria. 


_ Bom dia Hix, a quanto tempo? 

_ Olha só, se não é o namorador, foi só começar namorar que esqueceu dos amiguinhos? ( Hixffer deu uma risada ao dizer isso).

_ Que isso meu amigo, só ando sem tempo, sabe como é a faculdade! 

_Sei, Sei! 

_ E a Luna, tem a visto por aí? 

Esse nome trouxe um silêncio constrangedor por alguns instantes, Luna era a ex-namorada de Hixffer, eles ficaram juntos por um tempo, mas muitos conflitos de valores e família acabaram se afastando. 

_ Não, não, e quando a vejo, ela costuma passar rápido e de cabeça baixa para que eu não tente cumprimentá-la. 

_ Complicado, é uma pena, eu realmente achei que você tinha encontrado a escolhida! (Uma risada triste!)

_ E era ela sim meu amigo, mas fazer oque? Nem os escolhidos parecem se salvar hoje em dia. 

_ Bom, mas tenho que ir, foi muito bom te ver por aqui, saudade dos velhos tempos da turma! 

_ (Risada solitária) Sim, sim, bons tempos. 

Aquele momento raro então chegou ao final, e mais uma vez Hixffer era o lobo solitário em meio a tantas pessoas. Mas já não restava muito tempo, ele se levantou e seguiu para a sua aula. O professor estava terminando uma discussão sobre "O Primo Basílio", a classe discutia sobre a chegada ao "Paraíso", que não era bem isso, onde todos os sonhos daquela moça iriam ser despedaçados, a luz ficará acesa, e seu corpo totalmente exposto, não era um encontro entre um casal apaixonado, não era mais uma história de amor, mas apenas carne sendo usada, sem um respeito verdadeiro pela mesma. O professor logo lembrou sobre a mudança desde o bilhete de amor, que antes qualquer um desejaria receber tais palavras, para esse momento sem magia, sem coração. 

Hixffer tinha seus olhos cheios de água, malditas lembranças do passado, maldito coração de vidro. Ao fim da aula Hixffer iria almoçar no refeitório como em todos os dias, mas sua irmã Cristine lhe ligou para convidar para o almoço. Eles marcaram de se encontrar em um shopping então. Ao subir no ônibus uma surpresa, alguns de seus colegas de café da manhã estavam sentados no fundo do ônibus, inclusive Janort e sua namorada. Hixffer balançou a cabeça cumprimentando o pessoal. Então colocou seus fones de ouvido e embarcou em seu próprio mundo musical. Uma coisa engraçada sobre a música, é que ela acaba se tornando a trilha sonora de sua vida, e sempre que você estiver em uma nova fase, de uma forma milagrosa uma nova música vai aparecer, tocar sua alma e te deixar completamente viciado, já dizia o repetir infinito.

Quando o pessoal se levantou para descer na mesma parada que Hixffer, ele pensou:

_ Que mundo pequeno não?

Hix apertou o passo, não queria ficar muito próximo  deles, assim ele podia evitar perguntas sobre Luna. Quando começou a subir as escada e avistou sua irmã, logo percebeu o plano infalível, sua Mãe estava a acompanhando, e Hixffer não trocava muitas palavras com ela a um tempo, precisamente desde que sua mãe havia voltado com seu ex-marido com que ele não tinha um bom convívio. Fez uma cara feia quando chegou junto das duas, mas cumprimentou ambas com educação. 

_ E então? O que vamos comer? Perguntou Cristine

_ Por mim tanto faz, mas não tenho muito tempo, logo vou trabalhar! Respondeu Hixffer.

Hixffer dava algumas aulas em dois horários diferentes para conseguir pagar as contas, não tão diferente da grande maioria dos universitários. Mas aquilo era realmente gratificante para ele, fazer parte da construção da próxima geração, aquilo realmente era importante. No final, cada um pegou um sanduíche, agora já sentados, sua mãe falou:

_ Como vai o tratamento? Tem tomado seus remédios direitinho?

_ Tudo dentro da minha capacidade! Respondeu Hixffer. Ele vinha tomando alguns remédios para depressão desde o fim do namoro com Luna, aquilo acabou abalando ele mais do que era esperado.

Com um tapa nas costas, Hixffer se assustou e olhou para trás.

_ Fala garoto, como vai? Era um amigo de infância de Hixffer, eles não se encontravam muito, nos últimos tempos, mas a distância e o tempo não diminuía nem um pouco a amizade.

_ Vou caminhando como sempre Drehel, como vai a esposa?

_Vai bem, está no banheiro! É isso ai, só não pode parar! Você viu aquilo ali?


Drehel apontou para uma mesa mais distante, e quando Hixffer percebeu, sua barriga estava completamente congelada, seus olhos cheios de água, seu corpo não conseguia ter nenhuma reação a não ser a paralisia completa. Era ela, Luna, estava junto de sua irmã e mãe. Drehel Sabia da atual condição do amigo, mostrou a garota para que ele se assuste logo de uma vez, afinal, quantos mais rápido, mais rápido!

_ Que merda de cidade pequena! Exclamou Hixffer.

_ Não vai fazer nenhuma bobeira! Disse sua Mãe com um olhar de preocupação.

_ Relaxa Velinha, estou de boa!

Hixffer voltou a comer como se nada tivesse acontecido, Drehel se juntou à família e logo sua esposa também chegou.

_ Que clima de enterro é esse? Perguntou a esposa de Drehel

Então Drehel apontou disfarçadamente com a cabeça e o olhar para Luna. 

_ Argh, então é isso? (Risada repulsiva)

 Todos continuaram comendo, o silêncio permaneceu por um bom tempo, até que um som totalmente inesperado chamou a atenção de todos aqueles presentes na área de alimentação. Era como se algo tivesse explodido e seguia como uma espécie de assovio ensurdecedor. Foi então que no meio da multidão que estava em pé, Janort Gritou apontando para a redoma de vidro que ficava no centro do  shopping:

_ Alguma coisa está caindo, cuidado!

Algo muito parecido com uma bola de fogo, ou quem sabe um meteoro vinha em direção a redoma. Hixffer se levantou rapidamente e disse a todos que estavam próximos:

_ Para baixo de suas mesas, já!

O objeto continuava se aproximando em alta velocidade, e ao olhar para Luna, Hixffer viu que todos próximos a ela estavam paralisados de medo, então logo correu na direção de Luna, com um braço a puxou para o chão, e com o outro usou uma bandeja para cobrir o rosto e defender Luna que estava no chão, como uma espécie de escudo. 

O objeto bateu contra a vidraça atirando vidro em todas as direções, Hixffer sentiu muitos deles batendo sobre a bandeja. O objeto logo chocou-se com o chão, levantando muita poeira. Podia-se ouvir gritos e choro por toda parte. Hixffer olhou para Luna e disse:

_Você está bem? Só agora ela havia percebido sua presença, e balançou a cabeça para confiar que estava tudo bem. 

_ Vamos sair daqui, Traga todos com você! Hixffer começou a caminhar em direção a Janort e disse a ele o mesmo que disse a Luna, e então seguiu para a mesa onde estava sua Mãe e Irmã. 

Ainda existia muita poeira pelo local, Hixffer Perguntou se todos estavam bem e pediu que se levantassem. Agora com todos de pé, logo o grupo de Janort e Luna se aproximaram, e então ela disse:

_ Você está sangrando Hix! Pelo visto um dos pedaços de vidro havia passado bem rápido pelo braço de Hixffer, que com o sangue ainda quente não tinha percebido. Luna logo pegou seu lenço e amarrou contra o ferimento. Hixffer então disse:

_ Vamos para a escada, temos q sair daqui de dentro, esse lugar pode desabar!

Hixffer, seguiu caminhando a frente, e todos começaram a segui-lo. Em todo o tempo, um som podia ser escutado vindo da cratera feita pelo objeto. Era como se alguma máquina estivesse sendo montada em meio a muito vapor espalhando ainda mais a poeira . 

_ Vamos sair pelo estacionamento, é melhor não nos aproximarmos do objeto, não sabemos o que é! Disse Drehel.

_ É verdade, concordo! respondeu Hixffer Rapidamente!

Eles seguiram caminhando em direção a escada que levava ao estacionamento, o som estranho então acabou, apenas se podia ouvir gritos e choro, eles seguiram caminhando e quando já estavam bem próximos da escada, um som de passos bem pesados podia ser escutado vindo de trás deles. Hixffer se virou assustado tentando avistar o que era, mas só conseguiu ver um par de luzes vermelhas, como olhos em brasa se aproximando, então ele gritou: 

_ Corram!

Todos começaram a correr e logo a descer as escadas, Hixffer avistou uma barra de ferro caída no chão e a pegou sem pensar duas vezes, quando estavam no fim da escada o som dos passos pesados parou, e agora podia se escutar algo como engrenagens batendo umas contra as outras. Certamente alguma coisa estava ali e não era amigável.

Todo o grupo seguiu correndo e logo conseguiram passar pelas portas automáticas do estacionamento, Cristine logo disse: 

_ Meu carro está no corredor a direita!

_ O meu também! disse Luna.

_ Vamos todos para lá então! Disse Janort. 

O restante do grupo apenas balançou a cabeça concordando e continuaram correndo, o corredor possuía paredes feitas de vidro, e quando estavam se aproximando, eles ouviram o som de alguma criatura rugindo. E com o som de um salto, logo aquilo caiu diante deles. Era como um Gigante coberto de armadura de ferro, devia ter por volta de três metros e em seu peito uma espécie de motor girando em chamas, e em suas mão um enorme martelo, seu rosto estava coberto de metal até o nariz, sua pele tinha uma cor acinzentada, e seus olhos totalmente escuros. Ele olhou para todo o grupo e logo atacou.

Hixffer Revidou com a barra de ferro que tinha pegado anteriormente, mas a força do gigante o arremessou para cerca de 5 metros à frente. Porém não se acovardou, levantou-se rapidamente e gritou para que todos corressem. Hixffer, ficou em pé com a barra de ferro nas duas mãos, o Gigante o olhava friamente, seus amigos ainda estavam paralisados, mas então Hixffer olhou para trás e dessa vez com uma voz ameaçadora ele gritou:

_ Vocês não me ouviram? Corram seus idiotas!

Drehel, puxou a mão de sua esposa a jogando em direção aos outros, e também a mandou correr e tirou uma faca da cintura e correu para o lado de Hixffer. O restante do grupo então continuou correndo pelo corredor, mas em todo o momento eles olhavam para trás observando os dois amigos. Drehel então disse:

_ É hora de enfrentar o chefão!

_ Mas será que tem continue? Respondeu Hixffer finalizando com uma risada.



Hixffer correu na direção do Gigante de Ferro, Drehel começou a rodeá-lo, O gigante começou a andar firmemente em direção a Hixffer e logo brandiu seu martelo. Hixffer apenas desviou do ataque. O gigante era grande e forte, porém parecia muito lento. Drehel pulou nas costas do gigante o atacando com sua faca, mas com um jato de vapor saindo da armadura, foi jogado longe. Hixffer partiu para o ataque mais uma vez, ele não podia deixar a atenção do monstro se virar contra um amigo caído no chão. Hixffer conseguia desviar facilmente do balançar do martelo, porém não conseguia se aproximar para atacar. Foi então que com uma esquiva bem sucedida ele girou o corpo sobre o martelo, acertando o rosto do gigante com sua barra de ferro. Drehel ainda no chão olhou para Hixffer e balançou a cabeça com um enorme sorriso como se estivesse o parabenizando pelo golpe. O gigante ficou parado por alguns segundos e então tudo mudou. Após soltar um imenso rugido, as engrenagens na armadura começaram a girar, por toda a armadura podia se observar luzes vermelhas se acendendo. Hixffer prevendo o perigo olhou para Drehel que estava mais próximo do corredor e o mandou correr. O gigante correu em direção a Hixffer e Hixffer em direção ao gigante. 

Drehel seguiu pelo corredor e logo chegou aos dois carros, agora cheios com o grupo de amigos. Ele entrou no carro rapidamente e disse para irem pegar o amigo. Rapidamente os dois carros cruzaram o corredor apertado, levando parte da vidraça com eles. Os carros Logo avistaram o Gigante, mas não conseguiam ver Hixffer, o gigante então se vira na direção deles e com uma das mãos ele segura Hixffer pela cabeça com tamanha facilidade que mais parecia um brinquedo. Luna então acelera em direção ao gigante se chocando contra ele e jogando Hixffer em outra direção. O gigante porém apenas recebe o golpe com seu corpo firme, e segura o carro acelerando em sua direção. Todos dentro daquele carro estavam gritando, Drehel de dentro do carro de Cristine grita para que Luna usa-se a ré para fugir, mas o gigante levantou a frente do carro como se não fosse nada, foi então que mesmo cheio de sangue, Hixffer Pula sobre o capô do carro e começa a dar uma longa sequência de golpes sobre a cabeça do gigante. Ele então larga o carro, Hixffer pula em sua direção golpeando mais uma vez sua cabeça bem forte, o gigante cambaleia para trás mas, então com um rugido ele reacende todas as luzes vermelhas de sua armadura, uma grande quantidade de vapor começa a sair pelas suas costas e de seu punho direito uma espécie de lâmina com os cantos ainda vermelhos, como se tivessem acabado de saírem da fornalha de um ferreiro. Hixffer ainda com o corpo trêmulo, olha para Luna e diz carinhosamente:

_ Por favor, fuja daqui! 

Luna coloca a ré em seu carro e começa a se distanciar, logo se move para frente mais uma vez na direção da saída do estacionamento, Cristine ainda hesitando, logo a segue. Hixffer agora com um sorriso no rosto, como se tivesse cumprido a missão, olha de forma arrogante para o gigante. Que o olha de forma soberana e com um rugido seu peito começa a se encher de luz como se fosse disparar algo. Quando Hixffer percebe que o Gigante está apontando seu peito em direção aos carros, ele parte correndo de forma desesperada até o gigante, e quando o disparo de uma espécie de lazer começa, Hixffer acerta a cabeça do gigante com toda sua força, mudando a trajetória do disparo. Seus amigos ao verem a explosão causada pelo disparo, olham assustados na direção do Gigante, que já estava se preparando para um próximo tiro. A mãe de Hixffer então grita seu nome.  

Ele estava de pé, mas seu corpo agora cheio de sangue, as lágrimas de sua mãe não paravam de cair quando percebeu que se filho já não possuía um dos braços, deveria ter sido arrancado pela lâmina fervente do gigante em meio ao disparo. Hixffer se abaixa e pega a faca de Drehel com a mão e a coloca na boca. Então ele toma sua barra de ferro mais uma vez e corre na direção do gigante, que ainda carregando o próximo disparo apenas se defende segurando o ataque de Hixffer, que solta a barra rapidamente, gira seu corpo por baixo do braço do gigante, toma a faca de Drehel em sua mão, e com lágrimas e sangue por todo os rosto, salta contra o peito do gigante. 

Aqueles dentro do carro não conseguiam observar com detalhes o que havia acontecido, enquanto se afastavam eles podiam ver uma grande luz vermelha crescendo sobre o peito do gigante, e de repente uma grande explosão acontece. Drehel, Luna, Cristine, e todos nós 2 carros gritam pelo nome de Hixffer, as lágrimas não param de cair. E enquanto eles tomam distância do shopping, Drehel observa seis pessoas em cima do teto do Shopping, eles vestiam roupas extremamente diferentes das que ele já tinha visto, até pareciam ter saído de algum mangá japonês, estavam parados como se estivessem observando a luta de Hixffer contra o gigante. De braços cruzados eles observavam a fumaça da explosão se dissipando e então com um piscar de olhos de Janort, eles desaparecem, apenas restava um pouco de fumaça se dissipando de pouco em pouco. 




Cap 2: Esperança


_ Quando eu crescer, vou te dar uma casa com um carro na garagem, vou ter dez filhos, e dois deles vou dar pra você!

_ Meu amigo, estamos parados no tempo, todo mundo está seguindo, mas nós estamos parados, precisamos encontrar uma forma de continuar!

_ Ei você ai! chega aqui? _ Eu? _ sim, você, você joga Nintendo DS né? Olha só esse PSP que comprei!

_ Eu e sua irmã fizemos um lanche especial, você quer um pouco? _ Não, eu estou numa boa!

_ Saiba que eu nunca vou desejar roubar sua filha de vocês, mas sim, dar a vocês um novo filho!

_ Somos família mana, por isso podemos falar a verdade um para o outro! 

_ Se você vai ser a Lua que eu estive procurando por todo esse tempo, você me permitiria ser o seu sol?

Cada um deles possuía uma lembrança única daquele garoto, Hixffer sempre foi simples, esforçado, dentro de sua capacidade, sempre tentando agradar a todos, sempre tentando ajudar, mas ele nunca pedia ajuda. Todos aqueles que estavam nos dois carros não se esqueceriam, pois não existe maior prova de amor, "como daquele que dá sua vida para proteger seus amigos!"

Se ouvia e via explosões por toda parte da cidade, os dois carros seguiam pela avenida, a Mãe de Hixffer pediu que eles parassem em uma igreja ali por perto, seu marido estava a aguardando nesse lugar. Seguiram até a igreja, quando pararam uma surpresa, Drehel ficou muito feliz, ao ver que dois de seus amigos de infância também estavam escondidos ali, Drehel, Hixffer, Athos, Lupoz e alguns outros que já não moravam mais na cidade tiveram uma infância bastante divertida, eram como irmãos, inseparáveis. Agora com todos reunidos, eles contaram o que aconteceu até chegar ali.

_Quando acabar de viver seu sonho, se dessa vez não der certo, você precisa viver o sonho da minha mãe ok?

_ Se você tivesse me perguntado desde o início, eu não deixaria chegar a esse ponto, mas você não confia mais nos amigos não é mesmo? Ou apenas quer ouvir o que te interessa!

_Ahhhhh Xeque-mate! Por essa você não esperava né? tudo friamente calculado! (Risada malvada)

Mais lembranças de Hixffer, as pessoas tem a mania de só perceber o quanto algo é importante, quando não está mais aqui, não é mesmo?

Todos entraram nos carros, agora estavam ambos cheios, Lupoz era filho de um policial, e convenceu o restante do grupo a ir até sua casa, onde poderiam se organizar e pegar algumas coisas para se defender de possíveis ameaças.

Após alguns minutos dirigindo, logo chegaram a casa de Lupoz, ele entrou e logo saiu com uma bolsa, disse que o restante de sua família não estava em casa, por algum motivo os celulares não com sinal, por isso a única coisa que podia ser feita era acreditar que estavam bem. Decidiram então voltar para a faculdade, a irmã de Lupoz poderia estar lá, fora que era um lugar grande e com um hospital integrado caso fosse necessário, Janort também tinha amigos que gostaria de ver se estavam bem. 

Enquanto seguiam em direção a faculdade, eles puderam observar uma espécie de construção ou uma nave muito grande, ela estava em pé, no meio da cidade, provavelmente o ataque estava partindo dali. Decidiram então mudar um pouco o caminho para não se aproximarem muito. Após mais um pouco de jornada já conseguiram avistar os prédios principais da faculdade, não havia focos de incêndio e muito menos fumaça por ali, então realmente era uma boa escolha para se refugiar. Porém, nada é perfeito, e mais uma vez aquele largo som de assobio ensurdecedor passou por cima deles e colidiu com o chão alguns metros à frente. A parada imediata dos carros foi necessária.  

_ Vamos voltar, tentar outra entrada! Disse Athos para Cristine.

Mas nesse momento mais uma queda de um objeto na parte de trás. Eles estavam cercados, não havia como seguir em nenhuma das direções da estrada.

_ Todos para fora dos carros! Gritou Drehel.

Quando desceram logo Lupoz pegou sua bolsa e de dentro dela, pegou duas armas, uma ficou para si próprio, outra ele entregou para as mulheres:

_ Aqui dona Cássia, ela é automática, só colocar na direção e atirar. Cássia era a mãe de Hixffer e Cristine.

Um cassetete foi entregue para Athos, um taco de beisebol para Drehel e por incrível que pareça, uma Katana para Janort, Lupoz havia comprado essa Katana para dar como presente para uma garota, mas no fim se tornou uma decoração em sua casa.

_ Sei que você se dá bem com uma dessas senhor Janort Saitou. Lupoz sabia que Janort praticava Kendo, e aquele enfeite em sua sala de estar agora podia ser bem utilizado, pensou Lupoz.

As garotas ficaram abrigadas próximas dos carros, enquanto Drehel e Janort ficaram à frente dos carros, Athos e Lupoz se posicionaram nos fundos. O marido de Cássia começou a gritar e saiu correndo para o meio de uma mata que estava ao lado da estrada, Cássia gritou pelo seu nome mas em nenhum momento ele olhou para trás e continuou correndo, Athos logo pensou, que ali sim era um homem de caráter, como Hixffer sempre dizia. De dentro de cada um dos impactos, então surgiu um gigante, iguais ao do estacionamento. Era esse o grande momento, era essa hora de lutar e vingar seu amigo caído. Drehel gritou:

_ Vamos Focar o rosto deles que tem menos proteção, esse motor no peito dessas coisas parece ser o ponto fraco, mas pode causar uma grande explosão se for destruído, tomem cuidado! 

Drehel e Janort partiram logo para o ataque, cada um correu em uma direção para dividir a atenção do inimigo. Drehel se aproximou primeiro, saltando por cima do ataque com o martelo, aquilo já não era novidade para ele. Com esse salto um bom golpe foi em direção a cabeça do monstro, porém foi facilmente parado com um bloqueio com a mão livre do gigante. Mas não era uma luta solo, e com o braço que segurava o martelo desprotegido, logo veio o corte da lâmina de Janort. O golpe acertou com perfeição a parte que não cobria o corpo com armadura, decepando a mão que segurava o martelo. O gigante saltou para trás, percebeu que aqueles jovens já não eram os mesmos de antes, a dor de uma perda, faz com que nossos corações se tornem realmente fortes.

Agora sem seu martelo, o gigante começa a girar suas engrenagens, sua armadura brilha em vermelho, e de seu pulso mais uma vez se observa uma lâmina aparecendo, com suas laterais ainda brilhando, como se recém forjada.  Uma grande quantidade de vapor começa a sair de sua armadura, e junto dele, partes de sua armadura são jogadas para longe, apenas ficando protegido da cintura para baixo. Em um piscar de olhos o Gigante acelera em direção a Drehel, que logo tem seu Taco de Beisebol partido em dois pela lâmina fervente, em seguida é golpeado na barriga com o chute que o joga contra um dos carros. Com a força do impacto Drehel perde a consciência de imediato, sua esposa corre para junto dele, em lágrimas. Janort agora percebe que a coisa estava ficando mais complicada, com a perda de parte da armadura do Gigante, sua velocidade havia aumentado drasticamente. Mas ele fecha os olhos por alguns segundos, se acalmando, o monstro parte em sua direção com um grande ataque, vários golpes são trocados em segundos, eram como uma luta entre cavaleiros, nenhum recuava, vários golpes eram trocados, alguns cortes infligidos sobre Janort, mas nada que o fizesse recuar ou sem capacidade de continuar. 

Do outro lado dos carros, Athos seguia atacando o monstro, enquanto Lupoz o dava apoio com alguns disparos de sua arma. Lupoz se aproximava algumas vezes mas apenas para chamar a atenção e logo recuava dando abertura para que os ataques de Athos conseguissem acertar algum golpe. Essa tática estava funcionando, mas Athos já percebia que tanto ele quanto o amigo estavam se cansando, enquanto o inimigo não demonstrava nenhuma mudança. Athos então decide se arriscar um pouco mais e corre na direção do monstro, e se joga ao chão desviando do balançar do martelo, assim passando por baixo das pernas do gigante, não era atoa que em sua infância seus amigos o chamavam de macaco, devido sua facilidade e rapidez em subir em árvores. Rapidamente ele se coloca de pé e mais uma vez e com bastante agilidade se joga sobre as costas do inimigo, executando um mata leão com a ajuda do cassetete. Então ele grita para o amigo:

Descarregue toda essa arma nele, vamos derrubar logo essa coisa! 

Lupoz Corre em linha reta, disparando constantemente contra o monstro, que enfurecido emana uma grande rajada de vapor por todo seu corpo, Lupoz e Athos não conheciam essa tática do vapor ainda. Athos então é arremessado a uns 5 metros de altura, e ao tocar o solo, perde a consciência ao bater a cabeça. Lupoz é jogado contra a parte traseira de um dos carros e também perde a consciência com o impacto.

Janort logo percebe a situação de onde estava, e com alguns saltos para trás se aproxima do carro. O gigante pega a perna de Athos e vem o arrastando enquanto caminha em direção ao carro, o outro gigante começa a caminhar também, o grupo estava encurralado, não havia mais escapatória, todos em profundo desespero, a mãe de Luna agarrava as filhas nos braços, Dona Cássia disparava a arma contra um dos gigantes, que continuava seguindo como se nada estivesse acontecendo, Janort agora tinha sua namorada o abraçando pelas costa em lágrimas e apenas resmungava:

_ Como eu sou ridículo, não vou conseguir proteger ninguém, que droga, que droga, que drogaaaaaaa!

Ao mesmo tempo Luna estava paralisada, ela não sabia o que fazer, era uma garota forte mas com um coração tão delicado como um beija flor, sempre contou com o apoio daqueles que estavam a sua volta nos momentos mais difíceis, em sua mente, ela só conseguia pensar em tudo o que tinha feito até ali, em todos seus erros, em todas suas palavras e promessas desperdiçadas, mas entre tantos pensamentos:

_ Você sempre disse que estaria aqui pra mim, você sempre disse que podia cuidar de tudo, você sempre me acalmou com suas palavras bonitas, que mais pareciam ter sido tiradas de um livro de poesia. Mas onde está você agora? onde você está? Seu pensamento gritou:_HIXFFEEEEER!



Com o ataque simultâneo de ambos os gigantes, todos ali abaixados ao lado dos carros fecham os seus olhos, não havia mais o que fazer, era o fim. Mas em meio ao medo em seus corações, um som de metais se chocando podia ser ouvido claramente, quando todos abriram seus olhos, diante deles apenas se podia ver alguém de pé, suas roupas brancas como as nuvens, em suas pernas e braços uma armadura prateada, em seu pescoço um cachecol que descia até a cintura e em seus braços para cima, uma enorme espada havia parado ambos os golpes e com um rápido giro, aquela pessoa misteriosa jogou ambos os gigantes para longe. Ao olhar para trás todos podiam ver seu rosto, ou ao menos o que era possível de se ver. Ele possuía cabelos e olhos prateados, que ficavam realmente destacados com sua pele morena, o cachecol cobria sua boca, mas era possível se ver uma espécie de armadura que protegia essa parte do rosto e o pescoço, era um rosto tão familiar, porém nunca antes visto, e logo ele disse: 

_ Fiquem Juntos, não vou demorar muito! 

Com o fim de suas palavras, ele desapareceu diante dos olhos de todos, reaparecendo bem próximo ao gigante que ainda estava coberto de armadura, se inclinou rapidamente e girou sua espada com um golpe de baixo para cima, jogando o gigante ao ar. Em seguida sua espada brilhou ferozmente, e com um forma de corte de luz, evaporou o corpo do inimigo ainda no ar. Ao olhar para trás, e avistar a localização do outro inimigo que avançava em direção ao grupo que se protegia nos carros, o guerreiro de luz desaparece para os olhos de todos mais uma vez, logo reaparecendo para defender a lâmina que tentava alcançar a vida daqueles indefesos. O choque de ambas as armas faz com que o gigante dê alguns passos para trás. E ao recobrar seu equilíbrio, apenas pode observar a grande espada mudando de forma envolvida por uma grande quantidade de luz ainda nas mãos do guerreiro, e agora como uma longa foice, ela procura a cabeça do inimigo, que rapidamente gira pelo ar, enquanto o seu corpo ainda encontrava o solo em câmera lenta.

Com ambos inimigos derrotados, o Guerreiro faz sua arma desaparecer no ar, pega o corpo ainda desacordado de Athos e vai em direção aos seus amigos, e logo diz:    

Levantem-se, vou tirar todos daqui, não podemos demorar ou mais inimigos virão.  Aqueles que puderem ajudar, apoiem os feridos! 

Cássia então diz ao Guerreiro:

_ Espere, o meu marido...

_ Existe mais alguém com vocês?

Ao olhar para Cristine, ela se lembra de todos os problemas que ele havia causado em sua família, a distância que havia sido criada desde que o novo marido apareceu, olhando para todos os outros que estavam se amparando então ela responde: 

_Não, somos só nós! Vamos continuar.

O guerreiro então estende um de seus punhos na direção das chamas e fumaça onde o gigante havia caído a frente deles, e com um soco no ar ele limpa todo o caminho. Os carros acabaram sendo danificados durante o combate, por isso todos seguiram caminhando, não estavam muito distantes da faculdade. Enquanto seguiam pela estrada, ninguém conseguia dizer nada, mas o silêncio foi rompido por Drehel, que agora já andava sozinho:

_ Qual o seu nome branquinho?

O Guerreiro com um olhar extremamente sério então responde:

_Nome? Não me lembro de possuir algum nome, mas eu me lembro de uma única palavra que está me guiando, " Proteger", sim, vou proteger a todos, é para isso que estou aqui!

Athos começa a rir e completou:

_ Protetor já em um nome bastante usado em muitas histórias, e não tem um som muito maneiro, sendo assim, se não possui um nome, vamos chamá-lo, de Proth!

Todos começam a rir, desde que tudo começou, foi a primeira vez que todos conseguiam se sentir seguros, por alguma razão Proth, passava isso para todos, era como uma calmaria agradável. Mas acima de tudo, estar ao lado dele, lhes fazia sentir, "ESPERANÇA"! 



 Cap 3: A calmaria antes da tempestade.


Em algum lugar desconhecido:

_ E então, como estão suas expectativas? (Uma voz grossa)

_ Por enquanto não vou fazer minha aposta, preciso observar um pouco mais, Proteger, Equidade, Destruidor, Incendiário, Luxúria e Carnificina ainda tem muito para nos apresentar. E por falar nos candidatos, por que você só trouxe dois Phillia? ( Uma voz imponente)

_ Ainda não conseguimos averiguar com clareza, mas parece que nossa máquina não possuía energia o bastante para convocar quatro candidatos. (Uma voz suave)

_ Isso torna as coisas mais fáceis para o nosso lado rapazes, vamos comemorar! (Uma voz de zombaria)

_ Bom, esse Protetor pareceu bastante qualificado, vamos ver se seus quatro competidores vão se adaptar tão bem quanto ele, Skarner! (Uma voz formal)

_ Calma rapazes, ainda estamos na fase de apresentações, vamos dar tempo ao tempo! (Uma voz de entusiasmo)

Enquanto esse estranho debate prosseguia, nosso grupo de sobreviventes já havia chegado ao seu destino. Já fazia cerca de cinco horas desde a chegada a faculdade, existiam muitos sobreviventes se abrigando por ali, Proth passava todo seu tempo no topo do prédio mais alto, desaparecia por um tempo, mas então aparecia trazendo mais sobreviventes com o ele. Nosso grupo ficou espantado pois acreditavam ser os primeiros, mas quando chegaram à faculdade, muitos correram até Proth para agradecer por sua proteção, logo descobriram que Proth já estava agindo a um tempo pela cidade. O Motivo para a faculdade estar segura era muito simples, sempre que Proth voltava de sua busca por sobreviventes, ele subia até o prédio mais alto onde observava a cidade, mas antes de ficar observando, ele estendia suas mãos para  céu, criando uma barreira invisível ao redor de todo o lugar, essa barreira tornava todos os seres vivos que ali estavam invisíveis para os olhos de quem estava fora, foi um susto quando o grupo de Janort, Drehel, Luna e companhia a atravessou e viram as pessoas que ali estavam aparecendo do nada.

Lupoz ficou muito feliz, pois sua irmã estava dentro da barreira, Janort também encontrou vários de seus colegas, ele e sua namorada Axya foram para o hospital ajudar os feridos. Drehel e Athos ajudaram nos alojamentos improvisados em salas de aula, Luna, Cristine e as demais mulheres foram até o refeitório ajudar com os mantimentos. Já era quase noite quando Proth atravessou a barreira mais uma vez, acompanhando cerca de vinte pessoas, Drehel e sua esposa Edeya saíram correndo ao ver um rosto conhecido. Era Karen, esposa de Leon, um amigo muito próximo de Hixffer e os demais, quando todo o círculo de amizade do grupo já estava reunido, Karen lhes contou que Leon havia morrido ao se jogar de um prédio, levando um gigante junto dele. Ela estava escondida junto de outras pessoas desde então, até que Proth os encontrou. Proth foi ajudar a alojar as pessoas que haviam acabado de chegar, os rapazes se ofereceram para ajudar também, Luna também os acompanhou, mesmo com sua mãe dizendo para que ela ficasse, porém ela precisava ocupar sua mente, então apenas seguiu os outros.

Luna puxou a manga da camisa de Drehel e com a voz bem baixa lhe disse:

_ Quando ele apareceu, por alguns estantes eu acreditei que fosse Hix, por algum motivo eu pensei que de alguma forma ele teria voltado para nós! 

 Luna abaixou sua cabeça, seus olhos cheios de lágrimas, sua voz possuía uma tristeza que não parecia ser recente, era como se trouxesse algum peso com ela a muito tempo.

_A coisas que não podem voltar, como em contos de fadas, nos resta acreditar que ele está em um lugar muito melhor que este, sua hora de sofrer ao menos chegou ao fim!

_ Eu acabei fazendo com que ele sofresse, não é mesmo?

_ Ele dizia que você havia matado parte da pessoa que ele era, mas ele também te machucou, me dizia que te disse muitas coisas ruins no final.

_ A irmã dele me disse muito mais, nem sei como olhar para ela agora, eu nem posso mais me desculpar com ele.

_ Ei vocês, bola pra frente, estamos vivos! Disse Janort tentando quebrar aquele clima.

_ Vamos focar em ajudar a todos aqui, esse é o melhor remédio para o sofrimento, fazer o bem, cura qualquer coração! disse Proth, apertando os olhos como se estivesse sorrindo, não era possível ver se era isso mesmo, devido ao cachecol. 

Todos deram uma leve risada e continuaram caminhando. Eles pegaram alguns cobertores e colchões, então voltaram para organizar os alojamentos para os recém chegados. Enquanto isso, a mãe e irmã de Luna foram até a família de Hixffer, elas desejavam trocar algumas palavras:

_ Cássia, Cristine, me desculpem por tudo, eu e minha filha agimos errado, julgamos mal, julgamos por raça e bens materiais, mas na verdade deveríamos ter olhado para...

Cristine a interrompeu:

_ Olha aqui sua velha! ...

E então Cássia a interrompeu, Cristine sempre teve um pavio bem curto.

_ Está tudo bem, o que passou, passou. Nunca fui a melhor pessoa para julgar caráter e mesmo depois de tudo meu filho decidiu ajudar todas vocês, então eu vou acreditar que ele fez o que acreditava certo.

_ Ele sempre foi carinhoso comigo, me pedia a benção quando chegava em casa. Mas eu não conseguia ver como um mero futuro professor poderia dar o mesmo conforto que nós dávamos a nossa filha. 

Cristine rangeu os dentes e cerrou os punhos, mas as lágrimas nos olhos daquela senhora, não a permitiram ser tomada por sua raiva. Cássia se aproximou e segurou as mãos de mãe e filha, não havia motivos para guardar rancor. 

Já próximos dos alojamentos, Luna observou que Edeya estava junto de Karen, a amparando:

_ Parece que a esposa de Leon também não está lidando muito bem com tudo isso!

_ Leon era um cara muito esforçado, bastante arrogante e se achava o maior dono da verdade, mas era um marido e amigo muito fiel, por mais difíceis que fossem as adversidades. Respondeu Drehel à Luna.

_ Tivemos bons momentos nos encontros para ver as grandes estreias do cinema com toda a turma. Disse Athos com uma expressão de nostalgia. 

_ Certamente, foram bons momentos! Bom, deixa eu ver como está Axya. Finalizou Janort

Após todos os sobreviventes estarem devidamente abrigados, aqueles que não foram dormir após uma janta improvisada por Cássia e a família de Luna, algumas pessoas fizeram uma roda ao redor de uma fogueira, Janort tocava violão enquanto sua namorada Axya cantava algumas canções. Drehel e Edeya não ficaram por muito tempo, logo acompanharam Karen para dormir. Proth que estava no topo do prédio, após um pequeno salto, veio caminhando até junto do grupo. Algumas pessoas o paravam no caminho para agradecer, então continuou caminhando e perguntou a Luna se podia se sentar ali. Luna um tanto desconfortável disse que tudo bem. Ele ficou ali sentado observando as pessoas, e então disse a Luna:

_ Não existe nada mais gratificante!

Luna ficou calada, após algum tempo ela acabou ficando um pouco sonolenta e acabou escorando sua cabeça no ombro de Proth, ele apenas colocou sua mão em sua cabeça, fazendo um leve cafuné, ela foi adormecendo e adormecendo, mas de repente acordou assustada. Estava deitada sobre as pernas de Proth, com o rosto vermelho, ela logo começou a dizer:

_ Me desculpe, me desculpe! Eu acabei caindo no sono.



Proth deu uma risada e então disse:

_ Não se preocupe, afinal, eu sou o melhor travesseiro do mundo!

Luna ficou espantada com essas palavras, e olhando fixamente para ele, ela começou a falar:

_ Proth, você...

Porém ela foi interrompida pelo próprio Proth que se levantou rapidamente:

_ Me desculpe, eu tenho que ir!

Proth então saltou para cima do prédio novamente, ficou parado olhando em direção a cidade por alguns segundos, Luna apenas o observou à distância até que então após outro salto para a cidade ela o perdeu de vista.

As chamas estavam por toda parte, o lugar era uma rodoviária, muitas pessoas corriam para se distanciar das chamas, aparentemente alguns sobreviventes estavam se escondendo ali. Proth avançou o mais rápido possível, e quando surgiu uma pessoa totalmente mergulhada em fogo, ele saltou até ela, abraçando, seu cachecol a envolveu por completo, assim apagando as chamas. Ele a segurou nos braços e caminhou até algumas pessoas que estavam ajoelhados ali por perto e colocando essa pessoa que estava envolvida por seu cachecol no chão ele disse:

_ Cuidem dele, eu já vou voltar!

Proth avançou para dentro das chamas e em meio a elas, vários corpos carbonizados por toda parte, seus olhos se encheram de água, mas ele não perdeu mais nenhum segundo, invocou um feixe de luz que se transformou em um bastão e ao girar esse bastão acima de sua cabeça ele sugou todas as chamas para si próprio a as fez desaparecer. Com as chamas apagadas, logo a sua frente, podia-se ver alguém vestido com roupas idênticas a de Proth, mas havia uma coisa diferente, ao invés de estar coberto por aquele branco celeste, suas roupas eram vermelhas e suas pernas e braços era protegidos por uma armadura negra como a mais perversa noite. Essa pessoa começou a caminhar na direção de Proth, e após uma risada como se estivesse se divertindo ele disse:

_ Chegou atrasado garotinho, eu já devorei a maior parte deles! 

Os olhos de Proth cheios de água agora tremiam enfurecidamente:

_ Não irei perdoá-lo, EU NÃO IREI PERDOÁ-LO!








Cap 4: O Equilíbrio

                                       

Luna estava caminhando pela praia, a luz do luar deixava tudo tão claro, como se nada fosse complicado de se conquistar. Simples e limpo, nossos objetivos estão sempre à nossa frente, nem sempre vai ser fácil alcançá-los, mas ao chegar ao seu destino e se ver sozinho, será que a caminhada realmente valeu a pena? Dinheiro, fama, status social, de que tudo isso vale se não é possível desfrutar suas conquistas com quem sempre acreditou em você, com quem sempre te amou não importa se você vence-se ou não. Hixffer estava sentado na areia, deixando com que a água fosse banhar teus pés, Luna correu até ele, dando-lhe um forte abraço pelas costas, ele segurou suas mãos enquanto observavam uma lua completa, ela o apertava com força, como se fosse a última vez:

_ Já havia me esquecido como eu amo o seu cheiro! Disse Luna

_ Pois eu nunca vou me esquecer do quanto amo seu abraço! 

O tempo passava tão devagar naquela praia, eles realmente gostariam que aquele momento nunca acabe-se. Mas uma voz podia ser ouvida, ela chamava pelo seu nome:

_ Luna, Luna acorde! Disse sua irmã

Luna estava dormindo próxima à fogueira, ninguém mais estava cantando ou qualquer coisa do tipo, Luna sempre teve uma incrível facilidade em dormir em qualquer lugar. 

_ Vamos entrar, está frio aqui fora.

_ Proth ainda não voltou? Perguntou Luna com um olhar aflito no rosto.

_ Ainda não, já fazem algumas horas que ele sumiu.

Ao olhar na direção da cidade se podia ver um imenso clarão, era como se algo muito grande estivesse em chamas.

_ Espero que ele esteja bem, eu preciso lhe perguntar algo! Exclamou Luna olhando em direção ao clarão tão distante.

Longe dali, seus olhos não eram os mesmos de sempre, suas lágrimas carregavam a dor daqueles que Proth não conseguiu salvar. 


_ Eu não vou perdoá-lo, eu não posso perdoá-lo! Essas palavras saiam da boca de Proth com tamanha fúria, que nem mesmo ele conseguia se reconhecer.



O inimigo a sua frente continuava rindo sem parar, como se nada daquilo importasse, todas aquelas vidas tomadas eram insignificantes perante o seu olhar. Ele juntou suas mãos para trás e lançando para frente e criando uma imensa serpente de fogo que rapidamente foi em direção a Proth para devorá-lo. Mas antes que as chamas o tocassem, Proth avançou sobre elas, seu corpo estava completamente iluminado, o protegendo de tudo, assim avançou ignorando as chamas por completo e com um único ataque jogo o Incendiário em direção ao teto, que mesmo ao se chocar contra ele não parou de subir, o atravessando. Proth seguia o lançamento do inimigo. Sobre aquele imenso céu, a luz da lua podia mostrar duas pessoas se chocando ainda no ar. Eles trocavam infinitos golpes, as chamas ardentes contra a luz implacável. 

_ É isso? é só isso que sua fúria pode causar garotinho? Disse com um largo som de zombaria.


Proth não disse uma única palavra, apenas desapareceu diante dos olhos do inimigo e com um forte golpe no estômago, levantou ainda mais alto aquelas chamas enfurecidas, girando seu corpo agora o bastão acerta as costas do inimigo o arremessando contra o solo, Proth aterrissou logo em seguida, o sangue no rosto do incendiário começava a descer, um pouco trêmulo ele se levantou ainda dando risada, mesmo ferido nada daquilo parecia importar para ele. Proth então avançou o levantando pelo pescoço, mas o que ele viu, acalmou sua fúria em um único olhar. Lágrimas estavam jorrando pelos olhos do incendiário, junto ao sangue quente. 

_ Ei garoto, me busque um maço de cigarros!

_ Não toque nela, não toque na minha mãeeee!

Uma jovem de não mais que 14 anos defendia sua mãe de um pai alcoólatra, seus braços possuíam várias queimaduras, como se alguém tivesse apagado vários cigarros em sua pele. A criança quebrou uma garrafa e a levou de encontro ao pescoço do velho. Sangue se espalhava por toda parte, o jovem garoto se ajoelhou na sala derramando várias lágrimas, em seus pés estava o corpo de seu pai, se é que poderia ser chamado assim. Sua mãe com o olho roxo e vários hematomas pelo corpo, olho o garoto e começou a gritar:

_O que você fez? O que você fez, seu assassino!

O garoto se levantou e saiu correndo pela porta sem olhar para trás, daquele dia em diante ele estava totalmente quebrado. Roubo, drogas, álcool e todos os tipos de crimes se tornaram rotina daquele garoto. Já não era mais um garoto, era um monstro desfigurado.

Proth soltou seu inimigo, que continuava rindo em lágrimas, não sabia o que fazer, o Incendiário então se levantou e disse:

_ Nos vemos por aí fracote!



Ao envolver todo seu corpo em chamas ele sai voando pelo céu, Proth apenas o viu partindo, não pensou sequer em segui-lo. Após um breve momento ele se levantou, foi até o meio do salão onde estavam os corpos carbonizados.  Ele levantou uma de suas mãos para cima e uma luz começou a sugar todas as queimaduras dos corpos para si. Quando acabou caiu ajoelhado no chão, as pessoas que antes estavam mortas começaram a se levantar sem saber o que estava acontecendo. Proth com certa dificuldade se levantou e pediu para que todos o acompanhassem, ele lhes mostrou a direção da faculdade, explicou sobre o abrigo, juntou todos aqueles que estavam ali e começaram a seguir. Proth caminhava com dificuldade, parecia estar seriamente ferido, após algum tempo de caminhada, a batalha voltou até ele, Cinco gigantes caíram ao redor deles, Proth criou um enorme escudo e jogou a frente dos sobreviventes e então avançou contra os Gigantes. Com um rápido chute jogou o mais próximo deles para longe e logo se esquivou do ataque do segundo, então tocou o peito do gigante criando uma grande luz e o atirando contra o céu onde explodiu em milhares de pedaços. Em seguida já não possuía mais forças, então caiu desacordado no chão. Os quatro gigantes restantes então começaram a ir em sua direção. Foi então que ela apareceu, era como um anjo, seus longos cabelos loiros brilhavam como ouro, possuía seis asas, as duas de cima cobriam a parte de cima de seu corpo, as asas do meio estavam abertas e a ajudaram a pousar próximo a Proth, as asas de baixo cobriam seus corpo da cintura para baixo, seus braços e pernas possuíam uma armadura dourada os protegendo, e sua pele era coberta por um simples tecido branco. Ao se abaixar próxima de Proth ela puxou sua cabeça em seu colo e quando os gigantes se aproximaram com apenas um olhar eles se desintegraram em sua frente.

As pessoas escondidas atrás do escudo de Proth não sabiam o que fazer, mas logo um segundo anjo apareceu, suas asas eram cinzas, sua armadura era prateadas e ele possuía um manto verde claro cobrindo o sua pele negra, seus cabelos brancos cobriam a metade de seu rosto. Ele olhou para o primeiro anjo, se abaixou e disse:

O que está fazendo Phillia, não é permitido a intervenção, você sabe muito bem disso! (Disse em tom formal)

_ Por alguma razão eu não consegui apenas observar Ekko, esse garoto, ele...

_ Já basta, você já fez demais, vamos embora, os outros não vão ficar nada felizes. 

_ Coloquem ele sobre o sol ao amanhecer! Disse Phillia com uma voz suave para aqueles escondidos atrás do escudo.

Os dois se colocaram de pé, e desapareceram perante os olhos de todos que apenas observavam confusos. As pessoas então pegaram o corpo de Proth e seguiram em direção a faculdade. Em meio ao fim da madrugada, eles cruzaram a barreira, as pessoas lá dentro correram para ajudar. Athos e Lupos ao ouvirem a história dos recém chegados, levaram Proth para o terraço do prédio, onde ele sempre ficava observando a cidade. Pouco menos de uma hora depois o sol já estava nascendo, com sua luz tocando o corpo de Proth, seus ferimentos começaram a desaparecer, sua roupa se tornou tão branca como a neve mais uma vez e seus olhos logo se abriram. 


O que aconteceu? Perguntou Proth.

_ Parece que você acabou exagerando com seus milagres branquinho! Disse Drehel que havia chegado alguns minutos atrás.

Luna terminou de subir as escada e veio correndo e logo perguntou:

_ Ele está bem? Já está acordado?

Proth então se levantou e olhando para todos que estavam ali esperando que ele acordasse disse?

_ Muito obrigado pessoal, já estou bem agora, não precisam se preocupar, não foi nada!

Logo todos desceram dali de cima, e logo ao chegar ao solo, muitos começaram a gritar:

_ Mais sobreviventes estão chegando!

Era possível se ver cerca de cinquenta pessoas acompanhados de um mulher com as mesmas vestes de Proth, apenas mudando o tom branco para um salmão. Ao se aproximarem ela logo começou a dizer:

_ Ouvi dizer que havia alguém trabalhando em pró dos pequenos por aqui, então decidi me juntar a força, tudo bem?

_Mas quem é você? indagou Proth para a recém chegada.

_ Sou como você, por acaso achou que era exclusivo?

Todos estavam um tanto confusos, mas logo começaram a ajudar os feridos que estavam no grupo da garota misteriosa. Proth tentou ajudar, mas cambaleou para trás.

_ Precisa se banhar com um pouco mais de sol. Disse a Garota o apoiando. _ vamos eu ajudo você.

Os dois saltaram para o terraço mais uma vez e ficaram por ali. O restante do grupo foi ajudando a todos. Cristine e a irmã de Luna começaram a chamar as pessoas para tomar café da manhã, não era muita coisa, mas bastava. Luna olhou para Proth e a garota e falou em voz alta:

_ Será que vai ficar tudo bem?

_ Não se preocupe, Equidade já havia se ferido uma vez, mas após algumas horas se banhando com sol ela ficou novinha em folha. Respondeu um dos recém chegados.

Luna com um pouco de vergonha ao perceber que havia falado em voz alta, balança a cabeça e agradece pela resposta. Enquanto isso, os guerreiros trocavam algumas informações.



_ Então de onde você veio? perguntou Proth

_ Eu venho daqui mesmo, quando acordei estava por ai, mas logo senti que devia ajudar quem eu pudesse. Esse mundo possui desigualdade de mais, então precisamos equilibrar as coisas não é mesmo?

_ Sim, mas sabe porque estamos aqui?

_ Bom, isso já não sei te explicar, mas você não se lembra do vazio?

_ O vazio? 

_ Sim, você não esteve em um vazio antes de acordar?

_ Eu me lembro, de algo assim, eu não sabia ao certo onde estava, mas quando abri meus olhos, uma grande força me dizia que devia proteger a todos.

_ Hum, " Proteger" é seu significado então! Eu só sei que sempre estive buscando por um equilíbrio para todos, um mundo com oportunidades iguais para todos. 

_ Então você é?

_ Acredito que eu poderia ser chamada de várias coisas, mas acho que "Equidade" me representa da melhor forma. (Finalizando com uma risada)

_ Eu lutei contra um de nós na noite passada, mas ele não desejava pelo bem, parecia apenas querer queimar tudo a sua volta. Mas quando eu o toquei, pude ver várias feridas em seu coração, então não consegui mata-lo, mesmo sabendo que devia fazer isso.

_ Então você também? Acabei confrontando uma patricinha, cheia de luxúria e ganância por coisas superficiais. Mas quando a derrotei eu percebi que ela só estava perdida. Parece que não existe certo ou errado nesse mundo. Mas as pessoas apenas deixaram de acreditar umas nas outras, cada um pensa apenas no seu próprio bem, no seu próprio futuro. Acredito que esse mundo é muito maior do que nossos olhos podem ver.

_ Caro Protetor quanto a você ver através do Incendiário, pelo o que me parece, podemos ver sobre nossas vidas esquecidas, quando nos tocamos, vamos tentar?

Proth e Equidade então seguram as mãos, enquanto ainda descansava sobre o sol e refletiam sobre todas as palavras trocadas e pelas vidas conhecidas agora. Equidade não havia mudado nada, possuía um belo afrohead, uma pele clara e lábios grossos. Estava meio deslocada do mundo, mas nem por isso deixaria de lutar pelo o que acreditava. Já ela apenas dava boas risadas ao olhar para dentro de Proth.

Longe dali uma guerra estava quase se formando.

_ Com qual direito você agiu sem nos consultar? (Uma voz alta e grossa vibrava o salão) 

_ Fique calmo Asgar, ela só não conseguiu ficar observando o garoto morrer por sua própria palavra. Ele acabou gastando demais o poder que lhe foi confiado. Respondeu Ekko tentando acalmar o irmão.

_ Eu só quero saber quais serão as medidas tomadas agora que ela interviu, devemos trazer um equilíbrio para o nosso jogo não é mesmo?

_ Skarner, você está se prendendo ao jogo de mais, o que realmente está em discussão aqui, é o que fazer com o candidato, ele demonstrou uma força que nunca antes pudemos ver, ele desafiou o próprio significado de morte através de sua Raison d’Être.

_ Parem de brigar meninos, como sempre Erzinha trouxe respostas. Já sabemos o que aconteceu, a urna do despertar sob a tutela de Phillia e Ekko começou despertando Equidade, mas o desejo para despertar do Protetor foi tão forte, que consumiu toda a energia de vida que seria o suficiente para criar os outros candidatos fora ele mesmo. Devido a isso sua força está acima do esperado, e antes já observado em nossas apostas

_ Mas Erza, cada um dos nossos tanques de vida, possuem energia o bastante para criar mais do que quatro candidatos, se você está dizendo que o Protetor tomou todo o restante da energia não permitindo que mais nenhum candidato desperta-se, ele possui muito além do poder de três, não sabemos ao certo o quão forte ele pode ter se tornado. Todos ficaram calados após a indagação dessa voz imponente.

_ Balder, nós sempre trabalhamos com equilíbrio assim como Skarner disse, temos que devolver o equilíbrio ao jogo.

_ O que você tem a propor então Asgar? Perguntou Phillia que estava calada por todo o momento.


As pessoas ainda estavam terminando de abrigar os recém chegados, enquanto Equidade e Proth permaneceram conversando:

_ Bom, já é o bastante Romeu.

_ Romeu? perguntou Proth.

_ Sim, sim, vamos ajudar os pequenos agora.

Equidade se levantou dando uma bela risada e então pulou de encontro às pessoas que ela havia trazido consigo mesma. Proth logo desceu também, já estava em seu melhor.

Todos trabalharam juntos para se reerguer, Equidade era bastante prestativa e falante, um tanto diferente de Proth que ficava quase todo o tempo calado. Em meio a tantos trabalhos Equidade observou que Luna estava sempre olhando para Proth e então disse:

_ Bonitão né? Se eu gostasse de garotos, até me apaixonaria.

_ O.. O Que? disse Luna envergonhada.

_ Não precisa se preocupar Julieta, seu segredo está bem guardado comigo.

Luna ficou ali sem entender o que estava acontecendo, enquanto Equidade seguia cantarolando em meio à multidão. Tudo parecia tão bem até que ele desceu voando no centro da barreira criado por Proth.

Como suas roupas eram iguais a de Proth e equidade, todos acreditaram ser mais um guerreiro que estava se juntando a eles, Equidade olhou para Proth com um olhar desconfiado, ele logo veio caminhando até junto dela. O visitante então olhou para todos aquelas pessoas e então disse:

_ Então é aqui que estão escondidas pequenas formiguinhas! Eu irei destruir todas vocês!

Com um assovio aquele guerreiro recém chegado convocou cerca de dez gigantes que caíram ao seu lado. Esse guerreiro possuía toda sua roupa e armadura negra, era como se a noite chegasse junto dele. E ao apontar para a direção das pessoas ele apenas disse com zombaria:

_ Pega Rex!

Os gigantes saíram correndo em direção às pessoas, Proth e Equidade logo se juntaram para os enfrentar. Equidade convocou para si um escudo e uma espada, logo defendendo o martelo do primeiro ataque rolando para as costas do inimigo o partiu em dois com sua espada. Proth convocou duas espadas, que estavam ligadas por uma corrente, começou a atacar atirando uma das espadas no peito de um dos gigantes, ele então puxou a espada em sua direção assim trazendo o gigante em sua direção, logo o girou na direção de outro e arremessando a outra espada agora ambos estavam presos. Proth balançou as corrente jogando os dois inimigos para o alto, logo em seguida uma forte luz passou das correntes até chegarem as espadas, causando uma grande explosão no ar. Quando se virou para atacar os próximos, Proth se assustou, o guerreiro de preto o atingiu na barriga o jogando contra um prédio. Em seguida deu um assovio e mais e mais gigantes começaram a cair do céu. Equidade correu de encontro a Proth o ajudando a levar.


_ Não se preocupe, estou bem! Você consegue cuidar dos grandões? Perguntou a Equidade.

_ Claro que sim, deixo o pequeno com você então.

Proth avançou em direção ao seu alvo enquanto gritava para que os sobreviventes ficassem para trás. Porém, aqueles sobreviventes não estavam dispostos a ficarem parados enquanto lutavam por eles. Janort, Lupoz, Athos e Drehel correram para ajudar. Proth ao observar a atitude dos companheiros, se esquiva de um ataque do inimigo e com o belo golpe o joga para longe. Logo se aproxima dos companheiros e invoca várias armas. O bastão foi entregue a Athos, uma grande katana para Janort, duas pistolas para Lupoz e duas facas para Drehel.

_ Conto com vocês! Disse Proth, saltando mais uma vez em direção ao inimigo. 

O Guerreiro Obscuro conjurou uma grande quantidade de fumaça preta ao seu redor, e começou a atacar Proth de todas as direções. Proth apenas se defendia até que então emanou uma grande quantidade de luz fazendo com que a fumaça sumisse. Mas seu inimigo não estava em seu campo de visão, quando sentiu uma presença assassina vindo de suas costas, ele foi atingido por um forte ataque sobre o queixo, o jogando de encontra ao espelho d'água que existia próximo ao refeitório. Ao se levantar, a armadura que cobria parte de seu rosto havia sido despedaçada deixando todos seu rosto exposto. Seu cabelos prateados que estavam presos com um estilo meio viking haviam se soltado, e estavam cobertos de lama, ele se colocou de pé encarando seu inimigo. Próximo dali Luna começou a chorar ao olhar para Proth, todos pararam por alguns segundos para ver o que estava acontecendo e apertando seus braços contra o peito apenas uma palavra pode ser escutada:

_ Hixffer!






Cap 5: Renascer


_ Eu estava afundando em meio ao vazio, estava afundando e não sabia se existia um fundo do poço. A cada metro em queda livre, eu me lembrava de tudo o que havia acontecido até chegar ali. No início eu era uma criança como qualquer outra, só pensava em brincar e me divertir com os amigos, sempre gostei bastante de jogos eletrônicos, foi amor à primeira vista quando tive o primeiro Game Boy em minhas mãos, Pokémon Yellow era sem dúvidas um bom motivo para acordar todos os dias. Foram nesses jogos que eu os conheci, os chamados "Heróis". Final Fantasy, RockMan, Cronno Cross, Hack G.U, Legend of mana e Dragoon, Dark souls, Kingdom Hearts, eu podia me lembrar de tantos outros e não apenas em jogos, existiam grandes histórias sobre eles, Berserk, Fate, Rurouni Kenshin, Ergo Proxy, Cold Atlas, Watchmen Etc. Todas essas histórias me mostravam uma maneira justa de se viver, assim como naquele velho livro antigo, com o primeiro herói de todos Yeshua. Mas elas não foram meu principal ponto de inspiração. 


_Sem dúvidas ele era um bom pai quando desejava ser, mas em muitos momentos, ele foi um monstro. Crianças choravam ao ver sua mãe sendo agredida, por muitas vezes foram agredidas em meio a essa escuridão. Cristine sempre foi mais covarde, sempre fugindo para não ficar em casa, mas eu sempre estive com minha mãe em todos os momentos de dor. Era o meu maior laço o meu maior amor e das cicatrizes ali provocadas nasceu o maior desejo de todos. O herói, o protetor, o justiceiro. Eu jurei ainda em minha infância, que quando me tornasse um adulto, eu seria o melhor adulto de todos. Eu lutaria pelos mais fracos, eu lutaria por todos aqueles que não pudessem lutar. Seria o marido que ela merecia, o pai que eu merecia, o tio, o irmão, o primo, o amigo, o ser humano perfeito.

_ O tempo passou e meus pais já não estavam juntos, meu pai teve que passar alguns anos em sofrimento para se tornar alguém melhor, ao ponto de eu chamá-lo de amigo. Mas por mais que ele tivesse nos causado dor, eu nunca deixei de amá-lo, afinal de contas ele era meu pai. Quando alguma pessoa vinha dizer palavras sujas sobre ele, eu nunca as aceitei de bom grado, para começar, com qual direito essas pessoas tinham de sujar o seu nome, se elas mesmas nunca moveram um dedo para estar ao nosso lado? Ele foi a pessoa que mais me ensinou, que todos podem mudar, por isso mesmo depois de tudo, o amei, meu pai, também era um herói, mesmo que destruído!

Por um breve momento cheguei a me esquecer desse forte desejo de me tornar o maior herói de todos, mas apenas por um breve momento. Xander era um grande amigo para todos no nosso grupo, ele foi o último a se unir a nós, éramos doze adolescentes conhecendo o primeiro amor, o amor pelas almas. Estávamos sempre juntos, nos nossos fins de semana conhecendo várias histórias através do Drácula anime club, vivíamos grandes aventuras, um dos nossos passatempos favoritos era lutarmos uns contra os outros, cada um fazia uma arma de madeira, cada um com seu próprio estilo de luta, O dragão invertido, o Lobo estrelar, cada um com o nome maluco, era como se tivéssemos nossas próprias batalhas samurai, artes márcias e medievais, muito similar a essas batalhas medievais em eventos culturais. Eu sempre gostei bastante dessas espadas duplas como a do Serge de Cronno Cross, Janort sempre curtiu uma boa katana, lutando como Hajime Saitou de Rurouni Kenshin. Como eu já disse, nós possuíamos vários exemplos de heróis. Mas o que ninguém sabia, era que Xander lutava uma luta solitária, por longos anos ele enfrentou o bom combate, lutando contra ele mesmo, mas em um dia qualquer ele perdeu, não existiam sinais, não existia nada, apenas a derrota chegou e com ela, ele nos deixou. Um a um os onze restantes se separaram, mas durante esse percurso algumas grandes pessoas foram adicionadas. Drehel, Leon, entre tantos outros, mas o mundo sempre continuava seguindo e ninguém podia esperar ninguém. 

Mas o mundo está cheio de surpresas e muitas das vezes nos vai trazer lobos em pele de cordeiro em nossas casas. Quando o segundo marido de minha mãe apareceu, ele prometeu tantas coisas, disse aceitar tantas outras, ele dizia que quando se quer alguém ao seu lado, você tem que aceitar essa pessoa com toda a sua bagagem, mas no fim, não foi bem assim. A cada dia que se passava ele fazia com que o meu maior laço se distancia-se mais e mais de mim e não só de mim, mas de muitos outros que desejam estar perto para os grandes combates, mas em meio a perda da mulher que eu mais amava, da mulher que foi a base do meu mundo, ela pareceu. 

_ Ela possuía o sorriso envergonhado mais bonito de todos, quando balançava a cabeça dando um sinal de positivo ou negativo era uma completa fofura, seu nome era Luna Midori, de uma família bastante tradicional. Estar apaixonado traz de volta o que melhor existe dentro de cada um e quando se torna amor, meus bons amigos, não existe nada melhor em todo esse mundo. Quando você possui alguém ao seu lado que demonstra realmente se importar, quando você percebe que faz parte de um todo, algo maior do que tudo o que você conhecia, esse sentimento, esse momento, por mais clichê que possa parecer, não pode ser transcrito em palavras, tão pouco cantado nas mais belas canções, ou representado nas mais famosas obras de arte. Despertar de um sono ao lado de quem se ama, se proteger do frio, fazer coisas perigosas, experimentar ações que você nem sabia ser capaz de fazer, poder compreender e ser compreendido. Como eu disse, isso desperta o que existe de melhor em todos nós.

_ Mas o girar do mundo tem muitos mistérios, às vezes a gravidade vem e nos joga ao chão, para nos lembrar quem somos, para nos lembrar de toda a dor esquecida. Em um dia a sua metade diz que vai permitir que todo o mundo saiba o quanto te ama, em um dia você vai acreditar viver o maior amor de todos e ser correspondido, em um dia você se emociona ao acreditar o quão maravilhoso é uma garota de família, uma garota decente estar apaixonada por você, em um dia vai criar os mais mirabolantes planos de como poderia dar todo o conforto que essa pessoa merecia, mesmo com os míseros trocados de um futuro professor, em um dia você vê o futuro sendo o melhor marido, namorado, amigo, confidente, amante. Mas então em um dia aquelas palavras chegaram até mim, poderiam chegar a qualquer um:

_ Eu não te amo, percebi que eu nunca amei você, era apenas um sonho na minha cabeça!

E eu respondi com toda a força que existia dentro de mim:

_ Não faça isso comigo, não jogue tudo fora. Todos os desenhos, poemas e canções que eu sempre estive criando para você. 

E acabei ouvindo:

_ Eu os queimei, tudo se tornou cinzas do passado.

O mundo permaneceu me rejeitando, o mundo permaneceu me dizendo que ele não precisa de heróis, que caráter e honra já não tem nenhum peso dentro dessa sociedade. Eu continuei me esforçando, eu continuei tentando encontrar o meu lugar, mas até aqueles que possuíam o meu sangue me deixaram para trás, até aqueles que possuíam o meu sangue não acreditaram nos meus sonhos. Eu continuei tentando, por várias vezes cheguei a tentar matar minha personalidade para sobreviver, mas até um pequeno grão de areia era capaz de rejeitar o meu esforço, até uma gota d'água era capaz de refletir a minha incapacidade de prosseguir. Enquanto as pessoas seguiam se preocupando com Carros, sexo, drogas, dinheiro e todas as coisas vazias que eles acreditavam preencher o real vazio dentro deles. Eu segui me esforçando, mesmo que nunca reconhecido, mesmo nunca ouvindo palavras que me fizessem desejar um pouco mais, mesmo que eu não estivesse errado. No final, não resta nada além de uma capa de um herói aposentado, no final não resta nada além de luvas sujas com meu próprio sangue, no final eu não sou ninguém, tão pouco cheguei perto de me tornar o maior herói de todos, apenas um grande e eterno fracasso. 

_ Eu continuei caindo no vazio...

_ Eu continuei perdendo a fé...

_Eu só posso dizer...

_Adeus!



.....

....

...

..

.

_Uma voz suave me perguntou em meio a minha própria escuridão:

_ Qual seria seu último desejo? O que você realmente desejaria alcançar no final?

...

..

.

_ Eu continuei me perdendo na escuridão...

_ Eu continuei caindo dentro do vazio...

_ Amor?

_ Reconhecimento?

_ Gratidão?

_ Família?

_ No final estão todos sofrendo, estão todos sendo despedaçados...

_ Se eu tivesse um último desejo, eu gostaria...

_ Eu gostaria de ver todos felizes...

_ Se eu pudesse fazer uma última coisa...

_Eu iria proteger a todos...

_ Eu iria proteger a nossa felicidade!


Proth se levantava agora todo encharcado por cair no espelho d'água, seus cabelos cheios de lama agora eram tão castanhos e o seu olhar apenas transmitia uma sensação. Tudo vai ficar bem, " Eu vou proteger a nossa felicidade!".

_ Hixffer! Janort, Drehel, Cristine, pessoal, ele está aqui, ele não nos deixou, é ele, é o Hixffer!

As palavras de Luna transmitiam a mais pura de todas as sensações, era como uma criança quando dá os seus primeiros passos, quando tem o seu primeiro machucado soprado pela mãe que diz que vai ficar tudo bem. Era uma sensação de confiança, era tudo o que ela podia sentir.

Proth estava focado em seu inimigo e atacou rapidamente, mais uma vez uma grande nuvem de fumaça se levantou, Proth fechou seus olhos, apenas se concentrando no som dos passos sobre a água. E quando o ataque veio até ele, ele contra-atacou com um pelo gancho de direita.

_ O mesmo golpe não funciona duas vezes no mesmo cavaleiro! Proth abriu um sorriso, algo dentro dele dizia que ele sempre quis usar essas palavras.

_ Então vamos levar isso um pouco mais a sério!

O Guerreiro da noite estendeu sua mão para frente e a chamou:

_ Astaroth!

Uma grande espada feita de ossos e metal com um olho em chamas obscuras em seu centro foi forjada em sua mão e logo ele partiu na direção de Proth. Convocando a primeira espada que Proth havia chamado, ele se defendia dos ferozes ataques de Astaroth. O guerreiro obscuro não permitia que Proth distanciar em nenhum momento, sua onda de ataques era incessante. Porém Proth não ficava nem um pouco para trás, sua defesa era implacável, o menor vacilo de qualquer um poderia levar a derrota. O portador da Astaroth então se afasta de Proth por um breve momento, levantando sua ceifadora de vidas para o alto com ambas as mãos, Proth se prepara para bloquear o ataque iminente, e aqueles olhos cheios de fúria, se completam ao a dizer:

_ Devorador do abismo!

Uma grande energia cortou tudo à sua frente, desde as nuvens no céu, aos prédios. Proth começou tentando segurar o ataque, mas logo teve que se jogar para longe, deixando sua espada ser despedaçada. Após uma grande risada o Guerreiro Negro disse:

O que achou do meu brinquedo heroizinho? Foi um presente dos caras lá de cima, sabia?

O guerreiro dizia isso com um largo tom de zombaria apontando para o céu. Proth não sabia do que ele estava falando, mas teve toda a sua atenção roubada quando escutou a voz de Luna a gritar. O forte ataque causado por Astaroth havia abalado uma estrutura onde alguns sobreviventes estavam e uma grande viga vinha desmoronando na direção deles junto a Luna. Proth se lançou sem pensar duas vezes para bloquear a queda, convocando o seu grande escudo mais uma vez. 

 _Vocês estão bem? Perguntou Proth para todos que apenas balançaram a cabeça confirmando. Proth sabia que devia acabar logo com aquela luta, havia muitas pessoas próximas que poderiam sair feridas.

Quando Proth olhou para Janort e os demais, foi tomado por um grande confiança, eles já haviam derrota dois gigantes, era um grande avanço para eles que apenas vinham perdendo todas suas batalhas, ele sabia o quanto aquilo era importante para o ânimo de todos, então partiu na direção de seu inimigo, ele também precisava fazer a sua parte. Convocando uma lança dessa vez, Proth começou a atacar rapidamente. Seus ataques a longa distância pareciam estar causando mais problemas para o Guerreiro Negro. Então com um dos ataques que acabou não sendo bloqueado, Proth acaba devolvendo o golpe sobre o queixo do inimigo, arrancando também a armadura que não deixava essa parte tão delicada e vulnerável. Os dois permaneceram trocando vários ataques até que o som de novos passos foi ouvido tocando a superfície da água. Karen correu até próximo do Guerreiro Negro com os olhos brilhando como as estrelas e disse:

_ Leon, somos nós, Leon! Hixffer, você não o reconhece?

O guerreiro a atacou com Astaroth a jogando para longe, Luna correu para a ajudar.

_Malditos vermes, quem diabos é para interromper minha luta, humanos são mesmo uma piada.

Proth não esperou mais um segundo, o atacou com mais ferocidade, ele precisava acabar com a luta agora que as duas garotas estavam tão próximas. Seu inimigo logo percebeu o desespero em seu olhar e mais uma vez saltou para que conseguisse a distância para mais um grande ataque, quando Proth percebeu a mesma posição tomada para o golpe anterior, fez sua lança desaparecer e convocou duas vembraças que vinham desde seu punho, até o cotovelo. Porém ao ver o olhar assassino do inimigo, ele percebeu o seu erro, ele não era o alvo.

_ DEVORADOR DO ABISMO!

O golpe fora lançado na direção de Luna e Karen, Proth apenas avançou na direção das duas as envolvendo em seus braços fortificados, ele era o escudo para elas. Quando a explosão do ataque se dissipou, Proth se levantou cheio de sangue, mas mesmo tendo os olhos fixos no inimigo, suas pernas não permitiram que continuasse de pé. Luna apoiou suas costas para que ele não caísse por completo, o deixando de joelhos. O portador da Astaroth veio caminhando na direção dos três, até parou e se colocou em posição para mais um grande ataque. Porém logo foi arremessado para longe com o impacto do escudo de Equidade. Todos os Gigantes haviam caído em derrota, Equidade agora se colocava de pé a frente de seu companheiro de batalha, logo também Janort, Athos, Lupoz e Drehel se colocaram no caminho.

_ Muito bom, agora posso derrubar todas as formiguinhas de uma única vez! Caçoou o Guerreiro sem honra, colocando agora a Astaroth em nova posição, segurando-a com ambas as mão ele a colocou ao lado de seu ombro direito, apontando na direção de todos a sua frente, Uma grande maça de energia começou a rodear todo o seu corpo indo de encontro a sua espada amaldiçoada, porém após uma grande risada de zombaria, uma voz acima de todos pode ser ouvida:

_ Já basta meu jovem Destrutor! Você já se apresentou bem para eles, foi um bom equilíbrio para o jogo.

_ Mas meu senhor, eu posso ceifar a todos agora.

_ Não me ouviu com clareza? Eu disse que já basta!

_ Tolos imundos e fracos, presos por suas falsas esperanças, logo minha destruição vai alcançá-los, desse mundo não restou nada, apenas esse câncer que eu mesmo irei curar com essas mãos!

As palavras de Destrutor estavam carregadas de sentimentos, sua determinação era real, mas com o fim delas, logo ele se afastou, desaparecendo na noite que começava. Todos agora olhavam para o chão, Proth olhou para Karen que estava sangrando muito devido ao corte feito por Astaroth, se colocou de pé se apoiando em Equidade. Todos o olhavam espantados.

_É realmente ele, é realmente o Hixffer! Disse Lupoz.

_ E o grande problema, também era realmente Leon. Completou Athos.

Proth observou a tamanha destruição causada pelo ataque, então levantou uma de suas mãos para cima e disse:

_ Kekkai, Liberar!

A barreira colocada ao redor de toda a Faculdade começou a cair, mas com sua queda, toda a destruição no local começou a ser reconstruída e o mais importante, todos os ferimentos causados nas pessoas começaram a ser curados, tudo ia de encontro às palmas das mãos de Proth, mais uma vez absorvendo toda a dor a sua volta para si próprio. Todo esse tempo Proth estava tomando os ferimentos dos sobreviventes para si, a cada volta onde ele refazia sua barreira. Porém era noite e o sol não poderia repor o que foi perdido para Proth, que logo foi ao chão. Os companheiros levaram ele e Karen que ainda estava desacordada para o hospital. As horas se passavam mas Proth não recobrava a consciência, todos estavam aflitos e em sua aflição, uma mulher apareceu. Seus longos cabelos dourados e suas roupas estranhas não escondiam que ela não era dali. Então um dos sobreviventes do Incendiário a disse:

_ Você não é um anjo? onde estão suas asas?

Ela sorriu.

_ Não somos anjos meu pequeno, tão pouco somos o que vocês chamam de Deuses, por mais próximo que possa ser, mas isso não importa, vamos levar o garoto para se banhar com a luz do luar, mesmo mais fraca, essa luz pode curar suas feridas de pouco em pouco. 


Todos ajudaram a levar Proth, ao chegar lá Janort começou a falar com a mulher misteriosa:

_Eu a vi logo no início, você estava observando enquanto Hixffer lutava contra o primeiro monstro, não estava? 

Phillia permaneceu calada e então estendeu suas mãos para a Lua a fazendo se tornar a mais bela lua-cheia. Todos ficaram maravilhados com o milagre, ela veio até Proth, se abaixou e tocou seus cabelos, olhou para todos e disse poucas palavras:

_ Nós trouxemos vocês aqui, mas eu não acreditei que as coisas ficariam assim, me desculpem.

Equidade a olhava cheia de suspeitas:

_Por que está nos ajudando agora?  

Após um longo sorriso Phillia respondeu:

_Há alguma coisa nesse garoto, que simplesmente não me permite só observar.

Ela então se levantou e após um olhar cheio de tristeza desapareceu sob a luz do luar. Cerca de duas horas depois, Proth recuperou sua consciência, ele estava rodeado de muitas pessoas. Todos aqueles que sabiam quem ele realmente era. Sua mãe ainda chorando olhou para ele e disse:

_ Você está bem meu filho?

Proth estava confuso, sua completa falta de memória não ajudava em nada, então Equidade lhe disse:

_ São todos sua família meu companheiro, antes de seu renascer, eram todos sua família.

Ele logo foi tomado por um abraço da irmã, não sabia bem como reagir a tudo aquilo, então sentiu que alguém segurava sua mão e ao olhar pode ver Karen, ela olhou para Proth e então lhe fez um pedido apertando sua mão com força:

_ Hix, você tem que trazê-lo de volta, você precisa salvá-lo!

Proth com lágrimas nos olhos lhe respondeu:

_Eu irei minha amiga, eu irei! 








Cap 6: Identidade


Phillia voltava para entre os irmãos, Skarner estava todo empolgado por poder intervir a sua maneira. 

_Mais uma vez andando junto deles Phillia?

_ Não consigo mais apenas observar tudo isso Ekko!

_ Você e Skarner ainda são jovens, talvez foi muito cedo para trazê-los conosco, não entenderam o nosso papel nisso tudo.

_ Mas qual é nosso papel Ekko? Qual é nosso papel?



Já era manhã, Proth recebia os primeiros raios de sol para se recuperar totalmente, Equidade estava junto dele.

_ Me conte exatamente o que você viu, ao olhar dentro de mim!

_ Chato, chato! Seu nome é Hixffer Crost, era um cara todo certinho, parece ter tido uma infância meio complicada, passou um tempo no exército antes de ir a faculdade, nada grandioso!

_ Mas e quanto a minha família?

_ Seus pais são separados, aquela Cristine é sua irmã, sua mãe você já sabe bem, os meninos são seus amigos de infância, irmãos sem sangue. E aquela Luna era sua namorada, ou foi, algo assim!

_ Quer saber algo sobre você?

_ Não, sou muito foda da forma que sou, não devo ter mudado nadinha! Proth deu uma risada e balançou a cabeça confirmando o que acabou de ouvir. 

_ Já me sinto melhor, vou descer para ver como todos estão.

_ Cuidado amigo, não se pode mudar o passado, apenas é possível seguir adiante!

_ Obrigado! vou tentar me lembrar disso.

As pessoas estavam em fila para tomar café, Luna e sua família estavam ajudando a servir as pessoas. Lupoz então veio se aproximando de Proth, abaixou um pouco o corpo e como quem estivesse fazendo alguma fintas de Boxe, deu alguns soquinhos no ombro do amigo:

_ Sabia que não era tão fácil te derrubar assim campeão, você sempre foi muito teimoso para isso!

_ E então já está se sentindo melhor Hixffer? Perguntou Drehel que vinha chegando agora acompanhado de Edeya.

_ Bem melhor, obrigado! Proth ainda não se sentia confortável sendo chamado pelo nome.

_ O que aconteceu depois daquela explosão no shopping Hix? Por onde você andou? Perguntou Edeya.

_ Eu não me lembro de tudo com detalhes, apenas que eu estava em algum lugar muito escuro, mas em alguma momento, eu vi uma luz que me trouxe de volta. Quando percebi já estava na cidade, com um forte desejo de proteger as pessoas, só conseguia pensar nisso.

Logo Cristine e Cássia se juntaram a eles, Cássia em todo o momento ficava segurando a mão de Proth, sua irmã falando sem parar, ele não sabia como reagir a todos, foi então que Luna se aproximou e disse:

_ Proth, você pode me ajudar a pegar mais pães?

Proth se levantou rapidamente:

_ Claro, Claro!

Os dois seguiram na direção do refeitório então, Cristine enfurecida já resmungava para os amigos:

_ Essa santinha não espera nem um pouco para atacar! Todos começaram a rir, ao ver a irmã ciumenta em ação.


Os pães já estavam ressecados, então Luna e Proth começaram a cortá-los para fazer algumas torradas.

_Parece não estar muito à vontade com o pessoal agora que eles sabem quem você é! Indagou Luna.

_É um pouco complicado, muita informação para assimilar de uma única vez. Respondeu Proth meio sem jeito.

Os dois permaneceram calados por um tempo, até que Luna pediu para Proth lhe passar a manteiga. Proth estendeu a mão para ela, e nesse momento seus dedos se tocaram. Luna recuou a mão rapidamente deixando a manteiga cair.

_ Me desculpe, me desculpe. Ela balançava a cabeça com os olhos fechados.

Proth ficou paralisado, aquilo era estranhamente familiar, seu coração sentia uma leve dor, como se ele tivesse perdido algo a muito tempo. Foi então que Athos pegou a manteiga e colocou sobre a mesa próxima de Luna.

_ Athos! Luna e Proth disseram assustados.

_ Desde quando você está aqui? Luna perguntou com o rosto todo corado.

_ Na verdade quando vocês chegaram eu já estava aqui, mas os pombinhos estavam muito ocupados para me notar. Bom vou indo nessa, andem logo, estou faminto!

Athos seguiu andando e resmungando, ele sempre foi o mais rabugento de toda a turma. Proth e Luna continuaram o trabalho. 

Longe dali o próximo passo era decidido:

_ Bom, como Phillia não consegue ficar quieta no seu lugar, eu irei dar a graça de minha presença essa noite, alguém é contra?

_ Faça como quiser, mas tome cuidado Skarner, você ainda é jovem, tente agir com sabedoria.

_ Esses humanos podem ser bem mais fortes do que você espera, principalmente se trabalharem juntos.

_ Você superestima de mais nossa criação Balder, fomos nós que criamos esse mundo, nós criamos essas criaturas, eles não podem nos alcançar.

_ Muito se engana meu irmão, sabe muito bem qual é o prêmio para o vencedor.

_ Certo, certo, vou tomar cuidado, Destrutor venha, vamos preparar nosso exército.


Proth e Luna seguiam com duas bandejas cheias de torradas, as pessoas já estavam formando uma nova fila para comer. Após todos estarem servidos, fizeram uma roda, onde continuaram tomando café e conversavam. Luna se juntou a sua família e apenas observava de longe.

_ Ainda gosta desse rapaz minha filha? Perguntou sua mãe.

_ Eu não sei mãe, sinceramente não sei.

_ Acabei atrapalhando um pouco vocês minha irmã, me desculpe, fiquei com ciúmes!

_ Não se preocupe mana, isso acontece, a irmã dele também é bem ciumenta quanto a isso.

As três ficaram observando a forma com que todos agiam, todo o grupo de Hixffer parecia tão íntimo um do outro, enquanto sua família tradicional era mais reservada. Ninguém nesse mundo é igual ao outro afinal de contas, mas podemos sempre estar crescendo, expandindo quem nós somos, para o bem e infelizmente às vezes para o mal. 

No meio desse momento de descontração onde todos estavam reunidos, Phillia pareceu:



_ Odeio ser portadora de más notícias, mas venho para alertá-los sobre o perigo...

_ Então antes de tudo, acredito que merecemos uma explicação sobre tudo isso não é mesmo? Disse Equidade a interrompendo.

_ Pois bem, é justo!

Todos se aproximaram para ouvir, Phillia começou a contar sua história, ela era a segunda mais jovem em um grupo de seis irmãos. Ela disse não existir uma palavra na língua dos homens para deixar claro quem eles eram, mas explicou que faziam parte de uma raça muito antiga no universo, eles eram responsáveis pela criação de vários mundos, a população desses mundos deveria estar sempre em harmonia para continuar crescendo. Mas sempre que um desses mundos perdia a sinergia entre seus habitantes, com a destruição iminente devido a ambição daqueles que se julgavam superiores aos outros. Os irmãos vinham para trazer o fim dessa existência vazia. Um grande caos era criado para que pudesse ser separado o joio do trigo, entre eles aqueles com os corações mais fortes eram colocados em prova, aquele que prova-se ter o coração mais forte, receberia a benção dos irmãos. Ela explicou que por ainda ser jovem, essa era a primeira vez que participava desse ritual de passagem, junto de Skarner. Ela falou um pouco sobre seus irmãos, Asgar era o mais velho e um tanto severo, Balder vinha logo em seguida, porém sempre se manteve em neutralidade sobre o universo, Erza estava bem ao meio, junto de Ekko, ela possuía uma personalidade bastante extrovertida e sempre foi bastante curiosa sobre qualquer assunto, assim adquirindo grande sabedoria, sendo respeitada rapidamente por seus irmãos mais velhos. Ekko era um tanto tímido, não gostava de se expor ou causar confusão, Skarner era o mais jovem de todos, e por isso era bastante agitado, parecia sempre estar desejando alcançar seus irmãos, mas era um tanto arrogante e orgulhoso.

_ Mas vocês não possuem um pai ou mãe? perguntou Edeya 

Phillia disse que essa resposta não poderia ser obtida, pois ela não sabia, então contou sobre a forma do renascer de Hixffer, qual havia tomado para si uma força além do normal. Explicou que o sangue dela e de seus irmãos era como a energia da própria vida e com o passar dos anos eles preenchiam duas urnas para que elas despertassem aqueles com os corações cheios de força. Asgar, Balder e Skarner eram responsáveis pelos corações mais duros, com uma Raison d’Être que mesmo forte, não possuíam esperança para o futuro. Erza, Phillia e Ekko eram responsáveis pelos corações mais frágeis, porém com uma Raison d’Être que desejava por um futuro. Phillia então disse que devido ao renascer de Hixffer, os irmãos ficaram preocupados, pois sua força tornava tudo isso de forma desequilibrada, por isso Skarner entregou sua arma para que o Destrutor pudesse lutar com o mesmo nível que Proth.

_ Então somos apenas peões na palma das mãos de Deuses? Que piada de mal gosto. Disse Proth bastante decepcionado.

_ Me desculpe Proth, eu não fui responsável por criar esse sistema. Retrucou Phillia cheia de culpa em seu olhar.

_ Calma Proth, ela já nos ajudou algumas vezes, e está aqui agora. Disse Equidade

Phillia voltou a falar para todos então, mesmo sentindo que devia algo mais. Ela os alertou sobre um ataque de Skarner, que deveria vir pessoalmente dessa vez, todos então ficaram assustados.

_ O que podemos fazer então? Disse um sobrevivente do meio da multidão.

_ Vamos lutar, é isso que fazemos de melhor! Respondeu Proth. Todos, preparem lugares para se manterem seguros. Continuou Proth.

As pessoas começaram a se espalhar por toda área, Phillia então caminho até Proth e segurando a sua mãe ela lhe disse:

_ Me desculpe Protetor, eu estou fazendo o que eu posso, seu coração tem sido uma grande força para mim.

_ Não se preocupe, é que eu simplesmente não consigo entender como vocês conseguem ficar parados. Todos os dias alguém morre de forma injusta nesse mundo, esse sistema que vocês criaram, é totalmente falho. Não posso aceitar um criador que se mantém omisso enquanto tantos sofrem.

_Eu te entendo, mas ainda não acabou não é mesmo?

Luna apenas observava tudo de longe, quando Cristine se aproximou e disse:

_ Com ciúmes cunhadinha?

_ Não é isso Cristine, não somos mais nada. Eu só sinto que ele continua sofrendo!

_ Ficar só olhando não vai ajudar em nada. 

Phillia Logo desapareceu, Proth agora começou a juntar seus companheiros. Para planejar a defesa. Equidade e Proth iriam cuidar de Destrutor e do pseudo "Deus" Skarner, enquanto os outros seriam responsáveis pelo gigantes de aço. Proth convocou armas para seus amigos mais uma vez e disse a eles:

_ Essas são minhas armas pessoais, vocês já me viram em ação, então não as usem como armas comuns, precisam apenas acreditar e fazer o que é preciso ser feito.

Todas as pessoas começaram a se refugiar em locais mais seguros, Proth levantou sua barreira mais uma vez. Karen olhou para ele e não houve dúvidas do que aquele olhar queria dizer, "Leon". A noite já estava chegando, então Luna chegou até Proth, meio sem jeito ela se aproximou e segurou sua mão.

_ Hix, quer dizer, Proth. Eu queria te pedir desculpas por ser tão fraca, mas eu gostaria que você soubesse, que não está sozinho, não tem que carregar o mundo em suas costas, se permitir, eu posso carregar parte do seu sofrimento.

Proth não sabia o que dizer e por alguma razão seus olhos estavam encharcados.

_ Não precisa se desculpar por nada, eu sei que você sempre fez o que acreditava ser certo. Vamos vencer, juntos somos fortes!

_Hix, desculpa atrapalhar você, mas eles estão chegando! Janort informou a Proth e correu para sua posição de defesa.

Continuamos isso depois, ok? Disse Proth a Luna, balançou a cabeça dando sinal de positivo.

Proth correu para junto de Equidade, estavam todos prontos agora. O som de grandes paços podiam ser ouvidos por toda a estrada que dava acesso à faculdade.  Destrutor e Skarner logo foram avistados, e atrás deles um enorme exército de gigantes. Skarner era bem magro, mas bastante alto, tinha um moicano vermelho e usava uma espécie de sobretudo preto, com alguns detalhes em roxo.

_ E então, a grande luta chegou, o cavaleiro negro, contra o herói de branco. Vá até lá meu guerreiro, me mostre do que você é capaz. Skarner permaneceu parado enquanto Destrutor avançou sozinho. 

_ Já ia me esquecendo, vamos deixar seus amiguinhos ocupados para não interferir nessa luta. Skarner apontou para o restante da equipe de defesa e todos os gigantes partiram correndo na direção deles.

_Pode ajudá-los se quiser Mocinha, eu quero apenas ver o final da luta entre esses dois.

_Bastante falante você não? Disse Equidade. Ela olhou para Proth que então balançou a cabeça concordando que ela fosse, então a batalha começou.

Destrutor avançou primeiro até Proth, já carregando Astaroth em suas mãos, Proth estava usando uma vembraça e sua lança. Repeliu o primeiro ataque e logo atacou com sua lança. Logo ao lado seus companheiros viam lutando contra os gigantes, Lupoz disparava uma rajada de tiros com suas duas pistolas, havia ganhado bastante experiência com os conflitos até ali. Athos se aproximou do mesmo alvo atacando suas pernas o levando para o chão, Lupoz então ficou de pé sobre o inimigo, suas pistolas brilharam como os ataques cheios de luz de Proth e com um grande disparo de ambas as armas ele derrotou o primeiro gigante. Logo o segundo caiu pela espada de Janort:

_ Solado moleque! Disse Janort dando uma boa risada.

Ele seguia para o próximo gigante, que já embainhava uma lâmina no pulso ao ver o estilo de luta de Janort, sua armadura já não estava completa para ganhar mais agilidade, e os dois seguiam trocando golpes. Janort estava dando seu melhor, seu sangue estava quente e ele lutava de igual para igual contra aquela máquina. Após uma bela esquiva, ele separou o braço que embainha aquela lâmina do restante do corpo, desviou mais uma vez de um ataque feito pelo outro braço finalizando esse gigante com uma estocada na cabeça.

Drehel seguia em alta velocidade, a cada golpe desviado, ele fazia dois ataques com suas adagas, sempre buscando as partes que a armadura do gigante não oferecia proteção. O inimigo usou o vapor expelido por sua armadura para afastar Drehel, mas quando o vapor acabou, mais dois ataques rápidos perfuraram o inimigo, que lentamente caiu derrotado. 



Um dos gigantes avançava ferozmente contra Lupoz que agora se encontrava em fuga, Athos então apareceu lhe dando uma grande sequência de golpes na cabeça, o bastão que lhe foi confiado brilhava intensamente, tornando os golpes mais e mais pesados contra o inimigo, por fim usou o bastão contra o solo se jogando no ar e girando seu corpo junto ao bastão finalizando mais um inimigo.

Equidade, vinha lutando contra vários inimigos ao mesmo tempo, enquanto jogava alguns para os lados com o impacto de seu escudo, outros eram destruídos pela fúria de sua espada. Dois gigantes partiram em sua direção, ela correu de encontro a eles, o primeiro foi segurado contra o escudo, Equidade então saltou rolando seu corpo sobre o do adversário, quando alcançou o outro lado logo desferiu um grande ataque contra o próximo gigante que foi cortado em dois facilmente. Sem dar um única pausa a sua sequência de ataques, Equidade vira para trás finalizando o primeiro gigante que ela havia segurado com o escudo.

Os rapazes olham para ela com cerca de 10 gigantes derrotados a sua volta e ficam com uma cara de espanto.




_ Rápido, rápido, se não vocês não vão me alcançar nunca! Disse Equidade para o restante dos companheiros.

Os Gigantes começaram a atacar em grandes grupos então, os rapazes olharam uns para os outros e então disseram em uma só voz:

_ Trabalho em equipe, aí vamos nós!

Proth seguia com sua estratégia de combate, um bloqueio, um ataque, porém de acordo com que Destrutor continuava atacando, sua vembrassa ia perdendo sua resistência de pouco em pouco. Destrutor era implacável ao usar Astaroth, sua fúria se tornava maior a cada ataque. Destrutor então desfere um largo ataque de baixo para cima, arremessando o corpo de Proth a uma certa distância, logo em seguida desfere o seu grande ataque:

_DEVORAR DO ABISMO!

Proth segurou o ataque como máximo tempo, mas logo mais uma vez foi obrigado a abandonar suas armas e fugir. Naquele momento ele soube que lutar na defensiva não seria o bastante:

_ Muito bem, está na hora de usar minha favorita!

Proth estendeu sua mão para frente convocando uma nova arma. Ao meio um bastão curto apoiava duas lâminas que seguiam pelas extremidades, em cada lâmina havia o início de uma corrente que ia de encontro a outra parte. Ele partiu então para o ataque, quem vinha de todas as direções, cima, baixo, direita e esquerda, os ataques começavam a pressionar o Destrutor que agora se mantinha na defensiva. Quando Destrutor tentava partir para ofensiva, Proth lançava um rápido contra-ataque a distância, se esquivando longo em seguida e trazendo sua arma de volta para ele através de sua corrente. Ambos já se encontram um pouco ofegantes, estavam dando tudo de si naquela luta. O atual portador de Astaroth então aproveita o pequeno espaço de tempo sem ser ataca e toma mais uma vez aposição antes utilizada quando foi interrompido por Skarner, assim levando sua espada amaldiçoada acima de seu ombro, a apontando na direção de Proth, que percebendo o perigo eminente, posiciona sua perna esquerda para trás e inclinou seu corpo para frente com a perna direita um pouco dobrada, assim segura sua arma com ambas as mão, colocando uma lâmina para baixo e outra para cima. Os dois guerreiros começam a ser tomados por toda a energia de seus corpos. Astaroth puxa seu braço para trás e brande o seu ataque:

_ ECLISPE DO ABISMO!

Uma grande escuridão então foi formada envolta de ambos os lutadores, apenas era possível ver o brilho das duas lâminas de Proth, que agora também brande seu ataque:

_The...

Um primeiro corte na horizontal é lançado ao ar como uma rajada de luz...

_ Cross!

Um segundo corte na vertical constrói uma grande cruz feita de luz que segue enfrentando toda a escuridão à sua frente. Uma grande chama negra se choca contra a imensa cruz criada pelo ataque de Proth. A explosão criada pela colisão de ambos os ataques ilumina tudo ao redor. Destrutor fecha seus olhos por alguns segundos para os proteger da grande explosão, mas quando os abri, apenas pode observar a perna de Proth girando na direção de sua mão, arremessando Astaroth para longe, logo em seguida um forte soco é desferido contra o seu estômago, o levando a cair de joelhos diante de seu inimigo. Ao olhar para Proth que estava em pé a sua frente, Destrutor apenas lança sua mão queimando em chamas escuras contra o inimigo, que devolve com uma defesa para o ataque, e com sua outra mão, apenas toca a testa de Destrutor.

_ Vamos tomar tudo de volta meu amigo! Proth diz com a voz baixa olhando firmemente para Destrutor ajoelhado à sua frente.

Os dias passavam sempre iguais, trabalho, estudo, família. Ninguém buscava o que estava adiante, desejos tolos de uma sociedade que se perdia cada vez mais. Todos seguindo sem se importar com o verdadeiro amanhã. Leon observava o quanto o mundo à sua volta se tornava mais e mais doente a cada dia que se passava. Violência, corrupção, ganância e todos os maiores desejos egoístas cresciam no coração das pessoas à sua volta. Aquele dia foi como um sonho, forças inimagináveis caindo do céu, para trazer a destruição desse mundo, ele estava aliviado, mas quando viu as pessoas que amava em perigo, não conseguiu ficar parado, jogando seu corpo contra um gigante, caindo ambos lá do alto, assim causando uma grande explosão.

Leon estava caindo na escuridão, estava caindo no vazio, mas dentro desse vazio uma voz lhe perguntou o que ele mais desejava.

_ Esse mundo já não tem esperança, não existe uma forma de mudá-lo, devemos recomeçar tudo do zero, e para isso...

_ Eu irei destruir todas as coisas, para criar tudo de novo!

Destrutor se levanta afastando as mãos de Proth que apenas se afasta do amigo, ambos olham um para o outro, ambos haviam olhado dentro de seus corações. Suas lembranças de suas vidas agora eram claras, uma vez que olharam para alguém que os conhecia, agora ainda mais do que antes. 

_ Que chato, que chato! Já estou cansado de ficar olhando essa baboseira, no final você também é apenas um fraco Destrutor. 

Skarner pegava sua amada Astaroth que estava no chão, ela se enchia de uma chama negra esverdeada agora e o olho em seu centro que antes era branco, agora se tornava completamente negro com algumas veias vermelhas que brilhavam como fogo. Astaroth começava a crescer, quase alcançando o tamanho de seu verdadeiro portador, uma grande energia obscura podia ser vista entre o braço de Skarner e Astaroth, era como se fizessem parte um do outro. Skarner olhando para o céu, desfere um largo golpe contra o mesmo, despedaçando a barreira que Proth havia criado.

_ Nada de dividir o seu poder para defender esses vermes, vamos eu quero tudo que você tem!

O inimigo parte contra Proth, que mesmo se esquivando do ataque é arremessado para longe pelo simples vácuo de força criado pela verdadeira forma de Astaroth. Proth olha seu Kekkai despedaçando por toda parte, ele sabia que aquela era uma grande luta decisiva, ele olha para o céu e ao entender sua mão ele chama por uma arma:

_ Nos mostre sua luz aqui e agora, lUMINNOUS PHILLIA!

Uma bela espada com duas lâminas, assim como a favorita de Hixffer é conjurada em sua mão, de seu apoio para manuseio existiam duas proteções com o formato de asas que se estendiam até a metade da lâmina. Ela era toda prateada, com vários adornos em ouro, e em cada lâmina existia uma cruz dourada. Em sua última conversa com Proth, ao tocar sua mão, Phillia havia passado sua arma para ele, caso fosse necessário.

_ Aquela vadia intrometida! Vou despedaçar suas esperanças agora!

Skarner enfurecido ao ver a arma de sua irmã, parte furioso contra Proth, que agora consegue segurar o ataque do inimigo. Ambos se encarando enquanto o aço de suas lâminas cantavam. Cada um pula em uma direção e agora correm em direção um do outro trocando vários ataques, o furioso arrogante, contra o corajoso protetor. Seus ataques seguiram sem cessar, a cada golpe todas as paredes daquele lugar estremeciam, os sobreviventes apenas observavam à distância cheios de medo ao ver tamanha força. Astaroth se enche de suas chamas e com um feroz ataque vai de encontro a Proth que mesmo segurando o ataque tem seus pés arrastados por quase dois metros para trás. A Força do ataque que passa adiante destrói por completo um prédio que estava próximo a eles. Proth sabe do perigo para todos agora que sua barreira não estava de pé. E mais uma vez então desfere seu grande ataque à distância.

_ The, Cross!

Skarner com um longo sorriso no rosto lança então suas chamas contra a luz:

_ Chamas do Apocalipse!

Ao se chocar ambos os ataques se anulam apenas deixando seus rastros no ar, os olhos de Skarner procuram por Proth, até que os encontra sobre o céu. Proth havia salto em direção às nuvens, todo o braço que empunhava Luminnous estavam tomado por uma bela luz, a armadura do braço de Proth havia tomado outra forma, agora também com vários adornos em ouro e seguindo até seu ombro, que finalizava com uma pequena asa dourada. Skarner avança contra as nuvens em direção ao seu adversário, Proth então mergulha em sua direção, separando ambas as lâminas de Luminnous. Com vários ataques simultâneos Proth começa a pressionar o inimigo:

_ Esse é o estilo do dragão invertido, o presente do passado! Exclamou Proth que através de um giro no ar arremessa Skarner para baixo, soltando ambas as lâminas. 

Seus punhos agora brilham em dourado formando a cabeça de dois leões, Proth avança ferozmente com ambos os punhos puxados até sua cintura, e logo em seguida desferidos contra o peito de Skarner.

_ IMPACTO DO LEÃO!

O ataque joga Skarner em direção ao solo com alta velocidade, mas Proth ainda não havia acabado, ao estender suas mãos para trás, as duas laminas de Luminnous vem de encontro ao seu portador, agora mais uma vez unidades Proth desfere dois longos cortes de luz que buscavam o inimigo que logo após se chocar contra o chão tem seu corpo atingindo, por uma imenso golpe em forma de cruz . Proth agora também volta para o solo, e então pergunta ao inimigo:

_E então, era essa a luta que estava buscando? Essa é a força confiada a mim, esse é o Grand Cross!

A fumaça do impacto começava a se dissolver sob o ar, levantando-se com certa dificuldade, Skarner se apoiava em Astaroth. Cuspindo uma grande quantidade de Sangue ele olhava para Proth completamente enfurecido. Ambos os lutadores se encararam quando uma grande espada negra em forma de cruz desce em direção ao corpo fraco de Skarner o empalando contra a terra.

_ Meu irmão, por que? As palavras fracas de Skarner eram dirigidas para o céu. 

_ Eu disse para não subestimar o inimigo, você é uma completa vergonha. Asgar vinha descendo dos seus, suas asas negras estavam envolvidas por longas chamas roxas, seu manto negro cobria uma visivel armadura que cobria todo o seu corpo, seus longos cabelos negros dançavam junto ao vento, enquanto seus olhos dourados fitavam por Proth. Ao parar ao lado de Skarner, puxou sua espada a separando do corpo do irmão, que desapareceu como vários pedaços de luz para todos os lados.  

Proth permanecia em posição de combate, a luta não havia acabado. Observando o olhar ainda atento de Proth, Asgar começou a falar enquanto tomava Astaroth para si. 

_ Não se preocupe jovem, essa luta já acabou, para a nossa, estarei o esperando no topo e não tente fugir, ou a pessoa que lhe deu essa arma pode acabar bastante ferida. Venha Destrutor, por essa noite já foi o bastante.

_ O que fez com Phillia? Perguntou Proth, mas não obteve resposta, apenas um olhar ameaçador,

Leon não sabia o que fazer, mas então foi para baixo das asas de Asgar, que ao envolvê-lo, desapareceu. 

Todos corriam na direção de Proth:

_ De mais, isso foi de mais! Dizia Lupoz que estava bastante empolgado.

_ Não sei dizer bem se foi assim amigo. Respondeu Proth enquanto fazia Luminnous desaparecer.

_ E agora, o que vamos fazer? Perguntou Equidade.

_ Vamos de encontro ao ponto onde tudo se acaba! Respondeu Proth enquanto olhava em direção a cidade.





 

 










Cap 7:  Final.


Enquanto observava o irmão ser derrotado através de uma grande esfera, Asgar se enchia de ódio por perceber a intromissão de Phillia mais uma vez. Antes mesmo de ver o resultado daquela luta, avança contra Phillia e logo cria uma grande gaiola à trancafiando.

_ Fique aqui, enquanto resolvo sua bagunça! Disse Asgar enfurecido e então desapareceu.

Os outros irmãos apenas ficaram observando, existia tamanho respeito para com Asgar, o mais velho entre eles. Ekko foi até sua irmã que estava presa.

_Eu lhe disse para deixar de interferir, mas você não consegue ficar parada não é mesmo?

_ Não há como impedir um jovem coração apaixonado meu irmão. Disse Erza ao se aproximar.

_ Não existe uma forma de parar tudo isso irmã? Perguntou Phillia.

_ Acredito que sim! Balder, preciso que venha comigo.

_ O que você pretende Erza? Balder respondeu.

_ Precisamos perturbar o sono do Pai.

Balder e Erza então abriram suas asas, Erza possuía asas na cor de salmão, enquanto Balder possuía suas asas em um azul claro como o céu. Eles seguraram suas mãos e após uma grande luz os envolver, desapareceram. Pouco tempo depois Asgar retornou, ele trazia Destrutor, Incendiário e Carnificina junto dele. 

_ Vocês três, se dividam nos andares mais baixos. Os três seguiram avançando para fora da sala.

_ O que pretende fazer Asgar? Perguntou Phillia.

_ Não se preocupe, vou apenas acabar logo com tudo isso. 

Phillia tentava abrir suas asas e destruir a gaiola, mas não conseguia fazer nada.

_ Minha gaiola vai reprimir seu poder irmã, agora que emprestou a manifestação de sua força, posso prendê-la  por bastante tempo, fique quietinha e observe um fim de seu protetor.

_ Você Planeja Lutar contra eles? Perguntou Ekko.

_Vou acabar com quem chegar até aqui! Não se preocupe! Finalizou Asgar.

Enquanto isso na faculdade, todos estavam se preparando para a próxima luta, Proth pretendia atacar o lugar onde os “deuses” estavam, ele estava preocupado com o que havia acontecido com Phillia, pediu então para que todos descansassem, pois partiriam pela manhã. 

Proth caminhava sozinho por entre algumas árvores no fundo dos alojamentos, quando sentiu que estava sendo seguido, se moveu em alta velocidade, saltando para trás de quem estivesse ali. Luna se assustou, e começou a cair, porém, antes que encontrasse o chão, Proth a segurou.

_ Me desculpe, acho que te assustei!

_ Não, a culpa foi minha, eu estava te seguindo.

_Você quer caminhar um pouco?

Luna apenas balançou a cabeça dizendo que sim, de forma envergonhada.

_Você não mudou nada não é mesmo? Perguntou Proth dando uma pequena risada.

Eles seguiram caminhando em silêncio por um tempo. Até que Luna perguntou:

_Você conseguiu se lembrar de tudo?

_ Não me lembrei de tudo, mas ao menos eu sei de tudo, o que Leon sabia sobre mim.

_ E o que ele sabia sobre nós?

_Apenas coisas boas! Disse Proth com um belo sorriso no rosto.

_Não foram apenas coisas boas, eu te machuquei bastante, mesmo sabendo que já estava machucado.

_ Há uma coisa que ficou bem clara sobre mim, eu nunca consegui superar o passado. Por isso, eu vou superá-lo agora.

Proth levantou sua mão direita para o céu e trouxe Luminnous até ele, toda a armadura em seu braço direito mais uma vez se modificou, a asa em seu ombro, lhe dava a capacidade de voar, então agarrou a mão de Luna e logo começaram a ganhar altura. Eles voavam junto as nuvens, estavam bastante felizes trocando risos, sorrisos e olhares, era como se estivessem dançando sobre o luar, foi então que Proth começou a recitar algumas palavras:

 “Nós estamos voando sem direção, pelo céu da noite infinita, eu seguro a sua mão, enquanto você me apresenta todas as estrelas. 

Observar o brilho dos seus lábios nessa noite tão bonita, poderia me fazer desenhar inúmeras telas.

Você me abraça e eu posso ouvir as batidas do seu coração, junto a essas estrelas que afastam a escuridão.

Duas almas dançando no céu, transmitindo amor sobre o calor do véu.

Mesmo se te perder entre as nuvens e assustado eu não souber o que fazer, em meio ao silêncio eu buscarei por um som conhecido, e então seguindo as batidas do seu coração, eu te avistarei...

...E com um doce beijo selamos esse sonho que desenhei.”



Após tanto tempo, seus lábios voltaram a se encontrar, era como se todo o tempo perdido nunca tivesse existido. Eles permaneceram juntos por toda a noite, até que próximo do amanhecer voltaram para o chão. Já era quase hora de lutar, Luna olhava para Proth, sentia que não devia deixa-lo ir.

_ Não vá! Então ela disse.

_ Eu preciso concertar as coisas cabeção! Luna o sorriu após ou vir essas palavras, mas continuou.

_ Você é sempre assim, sempre tentando consertar tudo sozinho, você deveria jogar tudo para cima, então eu e você fugimos para bem longe de tudo isso.

_Tudo o que eu mais queria era fugir com você minha menina, mas eu preciso ser o sol se lembra?

Luna o abraçou bem forte, molhando o seu peito com suas lágrimas, Proth a segurava com toda sua força, aquele abraço, era tudo o que ele precisava para continuar.

_ Eu vou estar te esperando! Luna disse com a voz bem baixinha.

_ E eu vou voltar! Proth então respondeu enquanto tocava a cabeça de Luna, acariciando seus cabelos.

O sol começava a aparecer, então eles seguiram até onde todos estavam reunidos. Alguns podiam ser vistos também dizendo até logo, Drehel e Edeya, Janort e Axya, Lupoz e sua irmã Naary. O restante dos amigos e familiares logo se juntaram, Cássia e Cristine foram até Proth, Luna então se juntou à sua família. Athos então se aproximou junto com Karen e Equidade:

_ Sabe exatamente onde eles estão? Perguntou Athos para Proth.

_ Pelo o que eu pude perceber nas memórias de Leon, a base deles fica próximo da antiga Lan House do Phelip, se lembra? Phelip era mais um dos amigos de infância de ambos. 

_Então deve ser uma estrutura estranha que vimos quando estávamos fugindo para cá.

_Hixffer, me prometa que dessa vez vai trazê-lo de volta! Disse Karen.

Proth então estendeu seu punho até ela, que então também levou seu punho até ele.

_ É uma promessa!

Quando todos já estavam saindo, alguém começou a pedir para que esperassem, um jovem logo se aproximou:

_ Eu gostaria de agradecer por tudo, aqui está seu cachecol, ele ficou comigo, desde que me salvou na rodoviária. Proth, então pegou o Cachecol e o colocou no pescoço.

_ Qual o seu nome? Proth então perguntou.

_ Meu nome é Jemer. 

_ Nós vamos vencer Jemer, estou contando com seu apoio enquanto estamos fora.

_Farei o meu melhor, eu prometo!

Toda a equipe de ataque então deram as mãos, Proth mais uma vez chamou por Luminnous, assim todos seguiram voando pelo céu, sem olhar para trás. Após algum tempo, já podiam avistar a base inimiga. Quando já estavam bem próximos, Alguns gigantes foram lançados contra eles, Lupoz logo se soltou do grupo, e partiu usando os disparos de luz de suas armas como um propulsor até alcançar os gigantes, logo começou a disparar contra eles, derrubando vários ao chão. Todo o grupo então chegou à entrada. Vários gigantes a guardavam, Athos tomou a dianteira junto de Lupoz:

_Eu cuido do que estão vindo de cima, você cuida dos de baixo Disse Lupoz para Drehel.

_ Vocês sigam para dentro! Gritou Athos para o restante do grupo que avançou para dentro.

Logo dentro da base mais Gigantes, uma escadaria estava logo após, Drehel e Janort então pediram para que Equidade e Proth continuassem subindo. Logo eles saltaram por cima do gigantes e começaram a subir as escadas, ao chegar no primeiro andar, tudo estava em chamas, e em meio a elas o Incendiário estava parado com um sua serpente de fogo em suas mãos. 

Equidade partiu para o ataque, a serpente flamejante foi logo de encontro a ela, mas foi bloqueada pelo escudo da guerreira. Ainda avançando Equidade jogou seu escudo contra o inimigo, que ao pular se esquivando viu a adversária saltando em sua direção com a espada com ambas as mãos, estava muito próxima para se esquivar. Mas então sentiu um toque em suas costas o jogando para longe, ao se levantar o Incendiário viu Proth em sua frente, que logo lhe disse:  

_Não pretendo Lutar contra você Nagec, mas ela parece estar bem animada, o que você me diz?

_ Estava apenas me defendendo Hixffer, meu objetivo, certamente é o mesmo que o seu, aquele arrogante no topo desse lugar.

Nagec era o verdadeiro nome do Incendiário, que após ter olhado para dentro do coração de Proth, percebeu que não eram tão diferentes, mas haviam feito escolhas que os tornaram distantes. Com isso, se lembrou do sentimento de quando protegeu sua mãe a tanto tempo atrás, foi o bastante para mudar sua determinação.

_ Nossa, que coisinha linda, somos todos amiguinhos agora! Disse Equidade enquanto colocava seu escudo de volta em seu braço.

_ Destrutor está no próximo andar, me parece bem forte!

_ Tenho assuntos inacabados com ele, deixe-o comigo, vocês seguem em frente!  

Os três então partiram o próximo andar, mas logo tiveram uma surpresa, ninguém estava guardando esse ponto. Enquanto continuaram correndo para o próximo andar, trocaram algumas rápidas palavras:

_Destrutor não deveria estar aqui foguinho? Perguntou Equidade.

_Estou tão surpreso quanto você!

_Vamos continuar, eu tenho uma ideia de onde ele pode estar! Disse Proth

Ao chegar no próximo andar, a resposta para suas perguntas estava ali e brandindo sua espada. Destrutor seguia atacando Carnificina, que lutava de igual para igual contra ele. Destrutor carregava uma espécie de Foice dupla, era um longo bastão que possuía a lâmina de suas foices em suas extremidades uma para cada direção. Carnificina estava coberto de sangue, até mesmo seus longos cabelos loiros e sua pele branca estavam ensanguentados mas não aparentava ter nenhum ferimento, o que levou a pergunta de Equidade:

_Mas de onde saiu tanto sangue desse cara mesmo sem nenhum ferimento? 

_Quando Asgar nos reuniu, ele já estava assim, acredito que esse sangue não pertence a outras pessoas! Respondeu Nagec.

Destrutor seguia atacando com vários giros e golpes a distância, o guerreiro cheio de sangue seguia defendendo e atacando com dois Katars em suas mãos, até que então Destrutor perdeu o equilíbrio ao escorregar em uma de várias poças de sangue que Carnificina vinha deixando pelo lugar. Os dois Katars logo buscaram a garganta de Destrutor, que jogou o peso de seu corpo ainda mais para trás, levantou rapidamente a perna que estava sem equilíbrio, e apenas com uma perna no chão, girou seu corpo para o lado, se esquivando por completo do ataque do inimigo e ao mesmo tempo leva as duas lâminas de encontro ao corpo do inimigo que foi ferozmente partido em dois. 

_ Não me subestime lixo! Disse Destrutor, enquanto olhava o cadáver do adversário que desaparecia no ar como pequenas luzes vermelhas. Ele então encarou Proth e logo começou a zombar do velho amigo.

_ Fazendo amigos por onde passa não é mesmo Hix? Sempre com esse coração mole, cheio de fraqueza.

_Está enganado velho amigo, pois todos eles são minha força, assim como você!

_Sempre fomos tão parecidos, até mesmo em nosso gosto por mulheres, mas você é muito bonzinho, não há mais como salvar todas essas pessoas, elas estão perdidas demais, cegas demais para crescerem, para alcançar a próxima etapa onde os seres humanos venham a prosperar.

_Você sempre foi muito bruto para com tudo, como pode dizer que não existe mais salvação, se você mesmo viu, o quanto eu estava tentando, ou até você vai ignorar meu esforço meu amigo Leon?

_Sem drama para cima de mim, fui tocar a mão desse verme, e vi que ele apenas esteve matando todos que encontrou pela frente depois que despertou, um maldito psicopata cheio de desejos podres, só mais um câncer nessa planeta de merda. Vamos apenas levar essa luta até o chefão! Esse blábláblá já está me cansando!

_ Essas eram as palavras que eu queria ouvir! Vamos! 

_Então eles eram velhos amigos? Perguntou Nagec para Equidade, enquanto começavam a correr para alcançar Proth e Destrutor.

_E de longa data! Agora vamos mais rápido!  

Os quatro logo alcançaram uma grande porta, que Proth logo a empurrou, avistando um grande salão, com uma longa mesa, e no fim dela, na maior cadeira que se encontrava com certa distância das outras estava Asgar sentado enquanto tomava uma taça de vinho e tinha tanto sua própria Espada, como Astaroth ao seu lado. Phillia ainda se encontrava presa na gaiola, Ekko estava de pé ao lado da irmã, como se estivesse a protegendo. O irmão mais velho logo olhou para os convidados e disse:

_ A única coisa que sentirei falta nesse planeta, são suas bebidas. Então quatro de vocês chegaram até aqui? Hum, é um número muito grande, nó máximo poderia ser permitido um homem e uma mulher como na última vez, não é mesmo Phillia?

_ Do que diabos você está falando? Perguntou Proth.

_Vamos Ekko, aproveite que você está aqui e explique sobre o grande prêmio para os garotos. Ekko então seguiu até próximo dos campeões e começou a explicar.

_ No início, o Pai e a Mãe notaram sua existência na imensidão, eles viajaram juntos por todo o universo buscando por mais vidas, mas quando perceberam que não existia nenhuma, eles começaram a criar essas vidas, mas a natureza daqueles com livre arbítrio não era perfeita, com isso sangue foi derramado. Quando o Pai ficou sozinho, ele decidiu criar vida mais uma vez, mas dessa vez ele criou um sistema, para que ele escolhesse quem estaria ao seu lado. Em vários mundos criados, após vários milênios de amadurecimento, os seres desses mundos, eram colocados sobre provas, onde mostrariam seu valor, aqueles mais valorosos poderiam se tornar criadores e continuar com os planos do Pai. Com o tempo, grupos foram criados para serem árbitros durante esses testes. No máximo um casal poderia ser escolhido durante o processo. Então, eis que estamos aqui, depois de tanta bagunça.

_ Agora que todos entendem o que realmente está rolando, andem logo, e lutem, o vencedor, pode vir junto conosco e ter o poder da criação! Disse Asgar enquanto continuava bebendo. 

_ Mas o que acontece com todas as outras pessoas restantes? Perguntou Equidade

_ Não é obvio? Todo esse planeta vai deixar de existir quando partirmos, será como uma estrela se apagando para um outro mundo. Então andem logo e vamos com isso. 

_ Meu irmão, porque está agindo assim? perguntou Ekko. 

_ Até os deuses se cansam Ekko, e eu estou cansado a milênios. 

_ Isso não é justo, esse sistema é totalmente falho, por mais imperfeitos que sejam, existem muitas pessoas se esforçando por um bom futuro aqui. Você sabia de tudo isso Phillia? Consegue concordar com tudo isso? Indagou Proth.

_ Eu ainda sou muito nova, é a primeira vez que estou participando dessa loucura! Respondeu Phillia cheia de aflição. 

_ As memórias de seu mundo desaparecem junto dele, por Isso Phillia não sabia de todas essas coisas Proth. Apenas após a primeira Viagem nossos novos irmãos entendem sobre toda a verdade. Explicou Ekko, para acalmar Proth.

_Pois bem, é muito simples, esse sistema, ele deve ser DESTRUÍDO! Leon partiu em direção a Asgar. 

As lâminas gêmeas da foice de Leon giraram contra Asgar, que apenas usou os dedos para pará-las. Leon então saltou para trás:

_ Não seja tão arrogante falso deus, TORNADO DO ABISMO.  

Leon criou um grande tornado de escuridão que ia de encontro a Asgar, que usando Astorith o dissolve em um único segundo. 

_ Não seja estupido humano, nem com a maior de todas as fúrias, seria capaz de me ferir. Nós criamos e entregamos a força que os despertam, essa sua força não passa de poeira contra minha roupas.

_Pois bem, o que eu aprendi aqui, é que sou uma anomalia e certamente, minha espada não é qualquer uma! THE, CROSS!

O ataque lançado por Proth vinha levando tudo em seu caminho, Asgar se levantou e tentou segurá-lo com Astaroth, mas acabou tendo que usar sua própria espada para desviar o ataque em outra direção.  

_Vocês realmente pretendem nos desafiar seus tolos?

_ Asgar, eu estou aqui para proteger a todos, certamente eu vou abrir o caminho com um futuro para eles! 

Proth separou mais uma vez as lâminas de Lumminous e seguia como uma chuva de cortes contra Asgar que apenas usava Astaroth para se defender.

_ ANGEL WINGS!

Proth girou seu corpo criando longas lâminas em forma de asas luminosas contra Astaroth, a arremessando para longe.

_Se deseja tanto sentir o corte de minha preciosa Devoradora de estrelas, Zephyrugar, será um prazer Protetor!

Asgar então empunha sua poderosa arma e avança contra Proth, que permanece revidando os golpes com o mesmo nível. As lâminas de Luminnous se tornaram uma novamente, Proth seguia atacando, entregando o máximo que era capaz naquela luta, enquanto ambos chocavam suas espadas, Drehel, Athos, Lupoz e Janort atravessaram a porta.

_ Eles já estão lutando? Proth é capaz de vencer? Perguntou Janort.

_ Esperamos que sim, pois é necessário! Respondeu Equidade

Os dois seguiam em um grande combate, então por mais uma vez Proth separou sua lâmina, estava pronto para iniciar sua maior sequência. Primeiramente ele desferiu Angel Wings mais uma vez, com a explosão causada pelo impacto, lançou as duas lâminas no ar e ao transformar seus punhos mais uma vez na fúria do leão, se aproximou rapidamente golpeando o inimigo várias vezes e finalizando com o impacto do Leão. Asgar foi arremessado para trás, Proth avançou pelo ar enquanto tomava Luminnous em sua forma completa mais uma vez:

_GRAND CROSS!

O mais poderoso ataque de Proth foi lançado contra o inimigo, mas em meio a luz que seguia na direção de Asgar, um grande brilho negro cheio de raios roxos podia ser visto.

Devore, ESTRELA NEGRA!

O ataque de Proth foi despedaçado antes de tocar o inimigo e logo Luminnous também ficou em pedaços. Proth foi jogado contra a parede e caiu sem consciência no chão, Asgar seguiu caminhando imponente, Suas longas asas estavam a mostra, seu corpo estava totalmente coberto por sua armadura.

_Ele assumiu sua verdadeira forma para enfrentar os inimigos, realmente está levando isso a sério! Disso Ekko para Phillia, que ela clamava pelo nome de Proth.

Proth permanecia imóvel, todo seu corpo estava coberto por uma energia negra.

_ Minha Estrela Negra vai ceifar toda a energia vital que lhe resta garoto, acabou!

Equidade e Nagec partiram contra Asgar, a serpente em chamas envolveu todo o corpo do inimigo, enquanto a Espada de Equidade brilhou intensamente disparando um longo ataque de vento. Asgar apenas forçou sua energia destruindo a serpente que o prendia e partiu contra o Incendiário desviando do corte de vento. 

_Aqui! Gritou Equidade enquanto arremessava seu escudo para que o companheiro pudesse se defender.

Zephyrugar se chocou contra o escudo, mas logo o partiu em dois, levando o braço de Nagec com ele. O incendiário foi ao chão enquanto segurava a grande quantidade de sangue que era derramado do ferimento. Uma grande massa de fumaça negra se formou em volta do deus, logo podia-se ver Leon lutando contra Asgar em meio a escuridão. Nagec levou sua mão cheia de chamas contra a ferida, a queimando por completo e cauterizando a hemorragia, logo se levantou enfurecido, lançado seu ataque mais poderoso:

_ CHAMAS DO INFERNO!

Uma grande corrente de fogo em forma de um dragão ia de encontro a Asgar que se defendia dos ataques de Leon, porém o inimigo se virou contra o ataque rapidamente e com uma das mãos o jogou contra o solo, causando uma grande explosão. Leon foi jogado para longe, mas seu inimigo logo foi em direção de Nagec que foi defendido mais uma vez por Equidade. Ela tentava segurar a Lâmina do inimigo, mas logo acabou tendo que se jogar para trás para não receber o impacto do golpe. Os rapazes que acabaram de chegar então partiram para o ataque, todos ao mesmo tempo. Lupoz seguiu atirando a distância, Janort e Athos tentavam contra-atacar os golpes de Zephyrugar, enquanto Drehel buscava por brechas para acertar com suas adagas. Em meio a todo o caos do combate a voz de Leon pode ser ouvida após um grande estalar de um disparo de energia.

_ DESTRUIÇÃO DO ABISMO!

Leon havia pego Astaroth que estava caída a algum tempo, sua determinação a manteve em sua verdadeira forma, como quando embainhado pelo próprio dono, desferindo o mais forte ataque que podia causar. Todos se afastaram da enorme energia que foi de encontro a Asgar, que usando ambas as mãos para apoiar Zephyrugar, segurava toda a força do ataque, após uma grande explosão se podia observar Asgar de joelhos ao centro da fumaça. Devido a força usada para segurar o ataque de Leon, a gaiola criada por Asgar perdeu sua força, libertando Phillia que logo correu para junto do corpo de Proth que ainda se encontrava desacordado.

_Meus parabéns, me fez usar ambas as mãos para me defender, realmente é um adversário de qualidade jovem! Asgar se levantava, mas antes que se colocasse de pé.

_ EQUILÍBRIO DIVINO!

O teto do salão foi rompido por uma grande rajada de ar que continuou pressionando o corpo de Asgar contra o chão. Equidade estava usando toda sua força para mantê-lo parado, enquanto gritava para que Leon repetisse o ataque mais uma vez. Mas antes do golpe ser desferido, Asgar estendeu sua mão na direção de Leon disparando um enorme energia contra ele, que logo levou Astaroth contra o golpe para se defender. A grande energia foi o bastante para despedaçar a poderosa arma de Skarner. Leon se afastou da explosão, enquanto Asgar emitiu uma grande força anulando o ataque de Equidade contra ele. 

Phillia segurou a cabeça de Proth em seu colo, enquanto começava a retirar a energia obscura que estava se alimentando de sua vida, mas já restava quase nada, ele estava quase morto. Mais uma vez todos atacaram Asgar ao mesmo tempo, Leon chamou sua foice de lâminas gêmeas e também partiu para o ataque, o esforço de todos podia ser visto pelos olhos de Ekko, que se juntava agora à irmã.

_Ele está morto? Perguntou Ekko.

_ Ele está indo de encontro a morte, agora!


...

..

.

                                             

Eu estava sozinho mais uma vez, por todos os lados eu só podia ver o vazio, eu apenas podia ouvir o som de uma grande batalha acontecendo próximo a mim, meu coração me dizia que era necessário me levantar, eu devia lutar ao lado de todos. Mas já não me restava forças para lutar, eu havia falhado, falhando mais uma vez. Mas então uma sensação de calor tocou o meu peito, era como se algo estivesse me chamando de volta. Uma sensação de conforto veio até minha mão, quando olhei para ela, estava um imenso lobo solitário me envolvendo com sua pelagem. Ele se levantou e abriu seus belos olhos dourados e começou a correr para longe, então parou por um segundo e olhou fixamente para mim, como se estivesse me chamando. Eu podia ouvir as vozes cansadas de todos, eles estavam lutando com todas suas forças, eu não podia mais apenas ouvir, eu devia estar lutando com eles, eu devia manter todos firmes, eu devia ser a justiça que traria a vitória dos justo!

Equidade e Leon tentavam segurar os fortes ataques de Zephyrugar, mas suas forças já não eram o bastante. Foi então que uma grande luz se acendeu em suas costas, Asgar logo se afastou dos inimigos ao sentir tamanha energia, quando olhou para o local dessa luz, ele pode ver Proth de pé, seus olhos brilhavam dourados, uma bela armadura prateada cheia de adornos em ouro protegia todo o seu corpo, no seu punho direito, à imagem de um grande Leão, e em seu punho esquerdo existia as presas do mais forte lobo. Seus cabelos castanhos cacheados balançavam com toda a energia transbordando de dentro dele, havia renascido mais uma vez, para lutar por todos. Ao ver a mão de Ekko e Phillia cheias de sangue, Asgar logo percebeu a intromissão dos irmãos.

_ O que vocês fizeram seus loucos? Estão brincando comigo?

_Tudo isso acaba aqui irmão, recue! Respondeu Ekko cheio de confiança no seu olhar. 

Asgar começou a rir:

_E qual foi a Raison d’Être que o trouxe de volta dessa vez garoto a quem você veio proteger?

O novo renascido então soltou a mão de Phillia e começou a caminhar na direção de Asgar, então Abriu suas grandes asas douradas e proclamou:

_ Eu sou, Hixffer Crost e me levanto pelo meu próprio nome!



Hixffer olhou para todos os companheiros exaustos pela luta, e estendeu sua mão para cima:

_Venham comigo companheiros, essa vitória, pertence a todos vocês!

Uma grande luz começou a ser emitida de todos ali, essa luz ia de encontro a mão levantada do Herói. Asgar logo se afastou e enviou seu maior ataque:

_ ESTRELA PROIBIDA, LUCIFER!

Uma enorme estrela negra envolvida em chamas vermelhas ia de encontro a Hixffer, que permanecia com sua mão para cima e olhos fechados, foi então que os abriu e levando seu braço na direção do inimigo:

_luminnous Ômega, THE, END!

Uma grande lâmina de luz cortava todo o teto do salão, ela continuava descendo até apagar por completo a Estrela Negra, destruindo tudo à sua frente. Do lado de fora da torre, podia-se ver uma luz que abriu uma grande janela, por essa janela era possível ver Zephyrugar se dissolvendo no ar.

Asgar tentava se colocar de pé, sua armadura estava quase completamente destruída, suas asas haviam desaparecido, cuspindo uma grande quantidade de sangue, ele começou seu último suspiro.

_ Malditos insolentes, mesmo derrotado, eu ainda posso levar todos vocês comigo!

Asgar então levou sua mão contra seu coração, tornando um próprio corpo em uma grande chama obscura.

_ Morrão todos seus vermes, ESTRELA DO APOCALIPSE, LILITH!

A forma obscura de Asgar agora começava crescer sem parar, todos começaram a correr, desesperados, Hixffer correu contra Asgar para tentar conter a explosão que se aproximava, mas antes que tudo acaba-se, o tempo parou.

_ JÁ BASTA!

Uma grande forma de um homem feita de luz se aproximava de Asgar:

_Já foi o bastante meu filho, não precisa se esforçar mais, pode ir para casa e descansar!

Com o simples estalar de dedos o tempo voltou a correr, Asgar desapareceu completamente, Erza e Balder juntavam-se aos irmãos, os ajudando a ficar de pé.

 O grande homem feito de luz olhou para Hixffer e então foi até ele:

_Muito bem Hixffer Crost, você provou sua determinação, agora junte-se a nós!

_ Isso Hixffer, venha conosco, você não precisa continuar lutando por esse mundo, não precisa continuar se ferindo por ninguém, você já fez o suficiente por todos!

Todos olhavam para Hixffer, que apenas estava calado. Phillia deixou a presença dos irmãos, abraçando seu corajoso herói. Ele podia sentir o imenso amor vindo da deusa, era uma sensação de aceitação e reconhecimento que ele nunca havia sentido antes.

_ Não permitirei que esse mundo desapareça, por isso não se preocupe, vamos cuidar para que esse céu azul continue para sempre. Você não precisa mais lutar!

Hixffer podia sentir o quanto aquilo podia ser grandioso, o quanto aquele momento era a prova de todo o seu esforço, ao vislumbrar o paraíso ele era chamado para descansar de todas as suas lutas. Mas quando olhava para seus companheiros, ele obteve sua resposta.

_ Phillia, e todos vocês, o mundo em que vocês vivem, deve ser o sonho de todos, mas eu simplesmente, não posso mais esquecer tudo o que eu vivi até chegar aqui, a minha jornada já é minha maior vitória, sendo assim, apenas cabe a mim escolher onde ela vai acabar. Por mais que esse mundo seja injusto e cruel, esse é nosso mundo, essa é nossa realidade, quando não existir mais esperança certamente partirei, mas enquanto meus preciosos companheiros estiverem ao meu lado, eu pretendo continuar enfrentando a nossa realidade.

_ O que pode ser tão atraente nesse seu mundo, que pode ser tão obscuro que muitas vezes não é possível vislumbrar o amanhã?

_ A caminhada cheia de pedras e desafios, o sentimento de estar ao lado do outro, se divertir, chorar e sonhar. Mesmo diante de tantos tremores, mesmo diante de todos os obstáculos à nossa frente, esse é o caminho que enfrentamos, esse é o mundo onde podemos fazer a diferença, enquanto existir alguém me esperando, alguém aguardando o meu retorno, eu permanecerei aqui.

Todos ali reunidos aceitavam essa verdade, essa resposta.

_ Muito bem, meu filho, que assim seja!

O tempo retornou ao início, mas as memórias, continuam a girar! 



....

...

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Hixffer estava terminando de se arrumar, quando saiu do quarto, logo ao chegar à cozinha, todos estavam reunidos preparando o almoço, seu pai, sua mãe, sua irmã, inclusive a família de Luna estava ajudando. Ao chegar na varanda, seus amigos estavam organizando a parte do churrasco, mas Lupoz e Drehel estavam se enfrentando em um feroz jogo de luta em uma grande tv, com a grande narração do combate por Phelip. Nagec e Jemer estavam observando a paisagem. Então Karen se aproximou junto de Leon, cada um segurava uma criança.

_ Caramba cara, já são dois? Disse Hixffer aos amigos.

_Sabe como é amigo? Temos que continuar semeando.

_É verdade, mas tomem cuidado, está um pouco frio aqui fora.

_ Você já está indo buscá-la? Perguntou Karen

_ Sim, sim, estou até um pouco atrasado! Respondeu enquanto saía para pegar o elevador.

Ele seguiu de carro, logo depois de estacionar, ao descer do carro ficou parado em uma esquina, até que sentiu alguém apertando com os dedos em ambos os lados de sua barriga.

_ Esperando por alguém meu bom amigo?

_ Wenasas a quanto tempo, por que não vai aparecer para o almoço?

_Estou um pouco ocupada ensinando sobre equidade para essa antiga patricinha.

Ela apontava para uma garota que colocava alguns cartazes sobre direitos humanos na parede.

_Mas vou perguntar se ela já está com fome, aguarde um segundo, ai podemos ir juntos, tudo bem?

_ A sim, estou apenas esperando Luna sair do trabalho. 

Wenasas então deixou Hixffer por alguns minutos, logo Luna balançou a mão para que ele pudesse vela, então Hix, correu até a porta do laboratório.

_Ainda bem que não me atrasei dessa vez! Disse Hix

_ Está com tanto frio assim, ainda nem está nevando, porque esse cachecol azul?

_ Você sabe que sinto frio facilmente, e azul, é sua cor favorita não? 

Eles sorriram enquanto davam as mãos e começavam a ir ver se as duas amigas estavam prontas, Luna foi ajudar a terminar de colocar um cartaz, enquanto Hixffer levava os matérias de Luna para o carro, então uma voz suave, bastante familiar disse em seu ouvido:

_ Estou torcendo por vocês!  

Ele se virou rapidamente para ver quem era, porém não avistou ninguém, logo as meninas chegaram e todos entraram no carro.

_Você parece estranho meninão, até parece que viu um fantasma! Disse Luna ao olhar o rosto meio rígido do marido.

_Eu tive a impressão de ter ouvido uma velha amiga, mas deve ter sido coisa da minha cabeça! 

_ Amiga ham?

_ Não perdoe Luna, dá nele! Colocando um pouco de lenha na fogueira, Wenasas caia na gargalhada!

De cima de um prédio, Ekko se aproximava da irmã que observava o carro dos amigos se distanciando. 

_ Já se despediu Phillia?

_ Acabei que não tive coragem, mas foi o bastante, não gosto muito de dizer adeus.

_ Pois deveria, afinal de contas, é sobre isso que essa história se trata!


                                                 

Fim.

   Chris†offer C. Diniz 23-07-2015